Somos a Associação de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento Humano - Outro Olhar, fundada em 2008, a partir da ideologia e determinação de diversos profissionais de várias áreas do conhecimento com vasta experiência em projetos ligados ao terceiro setor.

Bem Vindos ao nosso Espaço!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Nunca Vou Esquecer



Cheguei ao Brasil no dia 05 de setembro, um dia que pode ser comum para muitas pessoas, mas que foi para mim o começo de uma experiência, minha experiência de vida.
Quando eu tento lembrar, agora que chegou ao final, muitas coisas boas passam na minha cabeça, é muita emoção...Palavras, imagems, músicas, pessoas, lugares, momentos, que vou lembrar lá na França quando eu precisar de ajuda e de felicidade.
No início, estava perdida eu me perguntei muitas coisas, aonde eu vou? Quem vou encontrar? O que vou fazer?
Perguntas que pouco a pouco desapareceram porque eu me apaixonei pela Cultura Guarani.
Aproveito para deixar neste lugar um pouco de mim, como vocês deixaram uma marca em mim, foi o meu objetivo.
Tenho uma vontade enorme de encontrar vocês, compartilhar com vocês, conhecer a cultura de vocês, seu jeito de viver, de fazer as coisas.
E foi para mim uma experiência perfeita, uma abertura de cabeça, muitos dias de paixão. Eu vou voltar para a França uma menina, mais forte, mais aberta, mais respeitosa, maior (de espirito J), com mais vontade, mas com também muita saudade.
Eu quero agradecer a vocês, os Guaranis, um povo lindo, com uma cultura linda, forte, por ter-me aberto suas portas.
Agradeço também a equipe da Outro Olhar, Sandra, Tony, Silmara, Luiz, e minha parceira Rosi, porque eles fazem um trabalho muito importante e me deram a chance de participar e me acompanharam.
Eu aprendi muito, muitas coisas boas, que nunca vou esquecer.

Merci pour tout, obrigado por tudo!

Com coraçao Lisa

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

DIVULGAÇÃO DE VAGA PARA COMERCIALIZAÇÃO (1 vaga)

     

A Associação de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento Humano – Outro Olhar está recebendo currículos de profissionais interessados em atuar como Técnico em comercialização de artesanato Guarani e óleos essenciais. Busca-se o seguinte perfil profissional:
Atribuições:
- Fazer as feiras (em horários diversos), disponibilidade de horários;
 - Atender os pontos de comercialização, - Atender e ser responsável pela loja física,
- Atender e despachar os pedidos pela loja virtual, - Organizar os artesanatos (etiquetar, armazenar, transportar, etc),
- Organizar as entradas (registros, valores, etc), - Registrar as saídas (vendas, valores, etc),
- Registrar as despesas (notas, compras, etc), - Fazer serviço de banco (Tembiapo e Outro Olhar),
- Auxiliar nas prestações de contas (Tembiapo e Outro Olhar), - Manter atualizada a página da loja virtual.

Requisitos: - Ter CNH tipo B (e dirigir), - Morar em Guarapuava, - Conhecer e saber usar os aplicativos do Office (word, excel), - Conhecer informática no geral.

Princípios: responsabilidade, confiabilidade, ética, boa vontade. Remuneração: salário mínimo regional R$ 914,00, para 44horas semanais.

Etapas da Seleção:
Etapa 1: Recepção de Currículos até 28/02/2014:
Currículos devem ser enviados para associacaooutro.olhar@yahoo.com.br tendo como assunto: Vaga para Técnico em comercialização
Etapa 2: Entrevista:
Etapa 3: Exercícios teste em Word e Excel – logo após a entrevista]
A entrevista será realizada no dia 07/03/2014, às 11h sede da Outro Olhar –Estrada do Rocio, S/n, Bairro Aeroporto, BR 277, Km 348, Guarapuava – PR (junto ao Centro de Formação Juan Diego), telefone 042 3627-3897.

Obs: Dúvidas podem ser esclarecidas por email: associacaooutro.olhar@yahoo.com.br ou por telefone 042 3627-3897 com Silmara ou Sandra.
                   
Os interessados deverão enviar currículo para o email: associacaooutro.olhar@yahoo.com.br até dia 28/02/2014.


Sandra Konig

Presidente

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Convocação para Assembleia Geral Ordinária

Caros Associados Outro Olhar, segue edital de convocação para Assembleia Geral Ordinária:

Edital de Convocação para Assembleia Geral Ordinária


A Associação de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento Humano – Outro Olhar, através da sua Diretora Presidente Sra. Sandra König, no uso de suas atribuições conforme prevê o Estatuto Social no artigo 19º, convoca a todos os associados para a Assembleia Geral Ordinária a ser realizada no dia 22 de fevereiro de 2014, em primeira convocação com a maioria dos associados às 15:00 horas, e em segunda convocação com qualquer número de associados às 15:30 horas na sede do escritório da Outro Olhar, sito à BR 277, Km 347, Estrada do Rocio, s/n, Guarapuava – Paraná (junto ao Centro de Formação Juan Diego).
Tendo como pauta:
1) Relatório de Atividades 2013;
2) Planejamento 2013-2015, acompanhamento (limites e avanços);
3) Regimento Interno – Revisão;
4) Eleição da Diretoria Executiva;
5) Assuntos Gerais.
Contamos com a presença de todos.
Atenciosamente,
Guarapuava, 14 de janeiro de 2014.

Sandra König

Diretora Presidente

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

I Encontro de Xamois da Rede Solidária Popyguá

Para o Guarani a cultura é sua essência, ou seja, a sua alma, e os Xamois são os líderes espirituais mais respeitados. Desde o começo da parceria entre Shishu, Outro Olhar e as comunidades a demanda por encontros dos Xamois foi uma constante, devido à fundamental importância desse evento.
Alguns anos se passaram, persistentes na busca, agora neste janeiro de 2014 acontece o I Encontro de Xamois da Rede Solidária Popyguá.
Mesmo não sendo exatamente do tamanho que muitos desejavam, as comunidades estão mobilizadas para participar, principalmente a comunidade que sediará o encontro, Palmeirinha do Iguaçu, no município de Chopinzinho, inclusive construindo uma opy novinha!
Este encontro, planejado a meses, tem o apoio da Fundação Interamericana - IAF através do projeto Ambiente Inteiro: Terra Indígena da Cabeça aos Pés, em execução desde setembro de 2012.
Que os grandes espíritos acompanhem o encontro e que a cultura Guarani saia fortalecida!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Tembiapo Fazendo Feira

O Tembiapo, empreendimento que reúne famílias guaranis de seis aldeias da Rede Solidária Popyguá, participou comercializando artesanato da Feira Exposição de Artesanato da Unicentro entre os dias 06 e 14 de novembro.
Foi um importante evento tanto para a comercialização das peças quanto para a divulgação do empreendimento e da cultura guarani dessas comunidades.


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Nhe'engatu de Opy nova

A comunidade de Nhe'engatu se mobilizou e construiu sua nova Opy e para inaugurar realizou o batismo das águas no último dia 16 de novembro. Estiveram presentes também a aldeia de Limeira e Palmeirinha do Iguaçu e os xamois de Pinhal, e também integrantes da equipe técnica da Outro Olhar.
Gratificante ser convidado e poder participar de tão importante e bonita cerimônia. Nesses espaços e momentos que o modo se ser guarani se manifesta na sua essência.
Pensamos em descrever o quão bela e significativa é a cerimônia, mas entendemos que melhor que descrever é viver, sentir, respirar e fazer parte, as palavras não seriam capazes de traduzir o total significado, além do que, seria o nosso ponto de vista. Então optamos por não descrever, apenas dizer: Obrigado!
Por: Sandra König e Antônio Carlos Guedes

Crônica do “não existe preconceito!”

Semana do empreendedorismo, os jornais e veículos de comunicação falam da capacidade empreendedora do brasileiro, de que os pequenos empreendedores são importantes para a economia, geram emprego, distribuem renda, etc. Isso é bom, certo?
Abrir uma pequena empresa pra formalizar uma atividade que há tempo se faz de forma informal, beneficiando mais de trinta famílias diretamente, é algo bom, certo?
Tudo certinho, contrato feito, contrato assinado com assinaturas reconhecidas por verdadeiro. Vai pra junta comercial, problemas: o papel não pode ser reciclato, precisa ser branco. Se refaz o contrato, nova impressão, agora na folha branca e assina de novo, simples. Mais ou menos, os sócios moram em municípios diferentes, então recomendam que assinem e reconheçam por verdadeiro em cada município.
Pega o carro, faz 120 km, uma assinatura, no outro dia mais 88 km outra assinatura, outro dia mais 380 km mais uma assinatura e por fim, mais 370 km e outra assinatura, opa, é ponto facultativo o cartório está fechado, o que fazer? Voltar, ou ligar e ver se o cartório da próxima cidade está aberto? Segunda opção. Chegando ao cartório olhares peculiares, atendente some para uma sala, volta, confirma: Onde o senhor mora? – Na aldeia. Olhar peculiar para o contrato, para o sócio e: - não podemos reconhecer a assinatura. – Mas porque não? – Simplesmente não podemos. – Pode dizer o motivo? Olhar peculiar e a resposta: - Desconfio da autenticidade da identidade. – Como assim, qual o problema com a identidade, pode dizer, pode me dar um protocolo dizendo o motivo? – Não senhor, não tenho que explicar nada!
Na calçada, sentimento de injustiça: não pode dizer! Certamente porque o motivo não é a identidade, mais provável por ser um indígena fundando uma empresa! Desistir então? Tudo acabado? Novamente voltar pra aldeia com a cabeça baixa porque ser indígena é ser invisível, é não ter o direito de abrir uma ‘firma’! Ainda bem que, apesar de tantos anos de opressão, se resiste.
Novamente a estrada, mais 8 km, outro cartório, atendente avisado pelo colega! Exigindo o motivo da negativa, conversa daqui, consulta a constituição, o decreto, o estatuto, a surpresa: - Oh, índio tem direitos e é capaz! Então tá, podemos reconhecer assinatura no contrato do empreendimento.
O que fazer diante dessa falta de respeito? No momento, voltar à cidade e registrar um boletim de ocorrência para tomar providências futuras. De volta à cidade, procura a delegacia, fechada. Procuram-se os policiais, eles dizem que não podem registrar o BO e dão a razão para o cartorário!! Demais! Volta-se para outra cidade, com muita insistência se registra o BO e depois de longas horas, enfim, dá pra voltar pra casa.
Agora é preciso decidir o que fazer com o BO para que as pessoas, pelo menos as que trabalham em órgãos oficiais não neguem direitos essenciais às pessoas!

Por: Antônio Carlos Guedes e Sandra König