Somos a Associação de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento Humano - Outro Olhar, fundada em 2008, a partir da ideologia e determinação de diversos profissionais de várias áreas do conhecimento com vasta experiência em projetos ligados ao terceiro setor.

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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

A Boa Comida Guarani

Existem tantos sabores, cheiros, cores nas diversas comidas das diferentes famílias, regiões, países e culturas e ao participar, em Guarapuava-PR, de um evento denominado 'Festa das Nações' com diversos países representados com suas comidas e culturas senti falta da cultura indígena, não estava representada enquanto nação, nem nas apresentações culturais tampouco na gastronomia.
Me perguntei por que isso, não haveria nenhuma comida? Quase impossível, esse povo se alimentava, então deveria existir alguma coisa. Coloquei como um desafio, descobrir algumas comidas indígenas. Conversando aqui, ali, uma ideia e as ações. A ideia: descobrir comidas indígenas. A ação: encontrar as pessoas, conversar com elas e fazer as comidas e ainda filmar o preparo e tudo o mais que envolve.
Por questões de atribuições, não pude ter o privilégio de ir a campo, minhas colegas e as voluntárias que o fizeram. Passaram por alguns meses, nas atividades nas aldeias conversando com as pessoas sobre 'comida', o que faziam, o que fazem, se era bom, se não é mais, porque; e aos poucos a conversa se tornando vontade de fazer para experimentar e também para mostrar, tentar convencer os mais jovens que segundo disseram, não querem mais essas comidas, gostam daquela comprada no supermercado.Sem preconceitos, tem lugar para todos os gostos. Mas a vontade era grande de saber mais, conversa vai, conversa vem, lembra daqui, lembra dali e os alimentos foram sendo preparados, alguns mesmo desde a colheita ou caça até o produto final prontinho para comer. Uma comida lenta, com identidade e história, no bom estilo do 'slow food'.
Digo com sinceridade, os gostos descobertos e redescobertos nesses meses foram muitos e, na simplicidade, especiais, particulares e riquíssimos. Nos vídeos a seguir um pouco da experiência da Boa Comida Guarani.



Agradecemos a todas as pessoas das comunidades que se mobilizaram para preparar as comidas, tanto as que aparecem nos vídeos como as que preferiram não aparecer. A equipe da Outro Olhar envolvida e às voluntárias do Programa de Serviço Voluntário Europeu (Cristina, Beatrice e Duda) pelas filmagens, roteiros e edições.
por Sandra König

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

III Encontro de Xamoĩ Kuery

O III Encontro de Xamoĩ da Rede Solidária Popyguá, aconteceu no dia 16 de julho de 2015 no Centro de Formação Juan Diego em Guarapuava-Pr, foi marcando pela fala dos Xamoĩ Kuery que representaram as comunidades integrantes da Rede Solidária Popyguá.
O encontro foi o segundo desta natureza no ano de 2015 tendo como apoiador a IAF - Fundação Interamericana, através do projeto Ambiente Inteiro: Terra Indígena da Cabeça aos Pés realizado e executado pela Outro Olhar juntamente com a Rede Solidária Popyguá.
A partir da realização dos encontros de Xamoĩ Kuery, nota-se um maior envolvimento e participação dos jovens nas atividades da Opy’i e da Rede Solidária Popyguá valorizando cada vez mais a cultura Guarani.  Da mesma forma observou-se entre as aldeias da Rede uma maior preocupação em manter as Opy’i em bom estado, construindo novas estruturas ou reformando, para melhorar acomodar a comunidade e visitantes, da mesma forma aconteceram encontros com cerimonias tradicionais como: o batismo da água e da erva mate e intercâmbios culturais entre as aldeias próximas com o viés de promover a cultura guarani.


A Magia e a Arte da Cultura Guarani

Durante o II Encontro Geral do projeto Nossa Aldeia: Nosso Ambiente, patrocinado pela Petrobras, foi também realizada a III Mostra de Cultura e Arte Guarani, que mais uma vez, trouxe alegria, cultura, solidariedade e força para a nação Guarani.
A Mostra de Corais foi o momento das comunidades apresentarem suas canções e suas danças, marcado também pela solidariedade entre as comunidades, como na junção de participantes de diferentes aldeias, para dar apoio àquelas que estavam em menor número, demostrando o espírito de cooperação entre a nação guarani.

O artesanato guarani marcou presença na Mostra de Artesanato, em que as artesãs e artesãos dos grupos produtivos puderam expor seus trabalhos, trocar experiências e comercializar seus produtos.

Outro grande momento do encontro foram os jogos e brincadeiras guaranis nos quais homens e mulheres, jovens, adultos, crianças puderam confraternizar e mostrar as suas habilidades em diferentes categorias: lança, arco e flecha, peteca, corrida de tora, zarabatana e luta/dança corporal.
No encerramento a orientação pela palavra dos xamoĩ kuery e a despedida dos grupos gratificada com instrumentos para os grupos das opy’i, incentivo para a vivência da cultura no dia a dia das comunidades.
No vídeo e nas fotos a seguir um pequeno resumo do que foi esta grande magia.






O Grande Encontro da Rede Solidária Popyguá

O II Encontro Geral marcou o segundo ano do projeto Nossa Aldeia: Nosso Ambiente, patrocinado pela Petrobras, com a participação das dez aldeias da Rede Solidária Popyguá. Os participantes realizaram a avaliação das ações, resultados e aprendizados e na sequência uma rodada dialogada na qual cada comunidade apresentou suas atividades para as demais aldeias como forma de disseminar os resultados e trocar experiências.


O encontro também foi marcado pela realização da Mostra de Sementes tradicionais utilizadas nos cultivos para a alimentação e para confecção de artesanato Guarani. Entre as espécies apresentadas na mostra estavam: avaxi hu’i, avaxi paragua, avaxi para’i, avaxi ju’i, que são diferentes espécies de milho; jety ju’y, uma espécie de batata doce amarela; pipoca colorida; guapuruvu; aguai’i; olho de boi; olho de pomba; pipoca preta, guaíra e amendoim preto. Como fechamento da atividade o xamoĩ Marcolino, da aldeia de Tapixi, complementou falando sobre as plantas medicinais, sua sabedoria e importância para o guarani.

A Mostra de Sementes foi um momento importante para a valorização das espécies tradicionais dos saberes e costumes, da importância de manter as sementes preservadas para transmitir conhecimento para as futuras gerações. A expectativa para as próximas edições é de que mais sementes sejam apresentadas, mais trocas aconteçam e as comunidades sejam repovoadas com espécies tradicionais e sagradas.
Das sementes para “A Boa Comida Guarani”, mostra de vídeos e fotografias, organizadas a partir de oficinas temáticas realizadas nas aldeias sob a temática da boa alimentação tradicional, colaboraram para essa mostra as voluntárias do Serviço Voluntário Europeu, Beatrice e Cristina, juntamente com jovens e participantes dos grupos produtivos de cada aldeia. Os vídeos e as fotografias são importantes registros do hábito alimentar das famílias guarani, refletem a relação com a natureza. Os alimentos sendo colhidos e preparados de forma coletiva, tranquila, sem pressa, aflorando as relações de gênero e geração; crianças, adultos, idosos, homens e mulheres celebram a partilha dos alimentos de qualidade e sabor inigualáveis. 


quinta-feira, 25 de junho de 2015

Tekoha Sustentável: Ações, Resultados e Compromissos


Entre os dias 16 e 19 de julho de 2015, os Agentes Ambientais e Desenvolvimento, representantes da Rede Solidária Popyguá e equipe técnica da Outro Olhar estiveram reunidos na Aldeia Tapixi, Nova Laranjeiras-PR, para o encontro final do projeto de reflorestamento Tekoha Sustentável.
O projeto de TS teve início em 2013 e tendo como apoiadores a Associação de Voluntariado Internacional – Shishu, com sede em Rovereto na Itália e  Província Autônoma de Trento, sendo executado pela Outro Olhar.  
As atividades diretas aconteceram inicialmente nas seguintes aldeias: Ocoy- São Miguel do Iguaçu-PR, Tapixi- Nova Laranjeiras-PR e Limeira –Entre Rio- SC, e posteriormente ingressaram nas atividades: Pinhal - Espigão alto do Iguaçu-PR, Nhe’Engatu - Palmas-PR, Palmeirinha do Iguaçu-Chopinzinho-PR.
Entre as principais atividades desenvolvidas, destacamos: - Oficinas de sensibilização sobre o desmatamento e reciclagem; instalação de conjuntos de lixeiras; gravações de vídeos e depoimentos sobre a questão ambiental nas comunidades; - Desenvolvimento e realização de Curso de Agentes Ambientais e Desenvolvimento com temáticas voltadas ao meio ambiente, agrofloresta, alternativas de desenvolvimento sustentável, créditos de carbono, gestão social e empreendedorismo. - Implantação de áreas de reflorestamento e agrofloresta.

Na ocasião do encontro final foram analisadas as ações desenvolvidas, os resultados e reforçado o compromisso de cada comunidade para o acompanhamento e continuidade das atividades.
Destacamos alguns depoimentos dos participantes  “O projeto nos ensinou a ver a natureza de outra forma e a cuidar mais dela. Já sabíamos de qual forma fazer isso, então aprendemos a agir e trabalhar melhor o ambiente e também como obter renda a partir da natureza. Nós aprendemos que precisamos continuar trabalhando para manter a natureza, precisamos manter ela saudável”. Gilson Thiago Florentino.
A participante Nilsa de Castro da Aldeia de Nhe’Engatu destacou a importância das abelhas na natureza: “O aprendizado foi com o manejo, a importância das plantas, da importância do ‘ser mais pequeno’, a abelha, na natureza. A união da comunidade. O empreendimento, porque com esse projeto, nós poderemos mudar a vida das pessoas da comunidade, com o aumento da renda familiar".
Entre os compromissos assumidos, destacamos:
- Nosso compromisso é de plantar mais árvores e fazer projetos alternativos para manter as famílias e não precisar mais desmatar a mata nativa, é preciso buscar alternativas para trabalhar com sustentabilidade, com hortas, criação de frango, viveiros e outros tipos de trabalho para gerar renda e se manter.
- Não desistir, continuar o manejo das plantas, cuidar mais das fontes diminuindo o uso de agrotóxicos, evitando queimadas, não derrubar árvores e sim plantar mais.
O encontro também foi marcado pela realização da formatura dos agentes ambientais.
Parabenizamos a todos pelas atividades desenvolvidas e pelos compromissos assumidos
O desafio de cuidar do meio ambiente é de todos nós!

Equipe Outro Olhar!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

INDÍGENAS GUARANI QUE PARTICIPAM DO PROJETO “TEMBIAPO” SÃO CONVIDADAS.



Através da acadêmica Sara Katu Florentino, a qual cursa o segundo ano de Pedagogia, a UNICENTRO convidou as participantes do grupo de artesanato da Aldeia de Palmeirinha – Chopinzinho – PR no dia 22 de Abril de 2015 para um momento de interculturalidade e aprendizagem sobre a etnia Guarani. 
Espaço este que, a artesã Floriana Martinez mostrou a confecção da pulseira indígena em macramê e sementes aos acadêmicos não indígenas.

E por sua vez a artesã Juscelina Veríssimo, confeccionou o filtro dos sonhos com cipós e penas em seguida explicando o significado e sua utilização no dia a dia da Cultura Guarani. 
Segundo os professores do curso o objetivo desse espaço, é a aproximação e promover outras visões com a presença dos indígenas. Mesmo porque, alguns nem sabiam da existência de grupos étnicos no município nem tampouco de seus costumes e suas tradições.








Edição e Imagens: Oséias Poty Miri Florentino
Oseias.florentino@yahoo.com.br