O Museu Municipal Visconde de Guarapuava, de Guarapuava está participando da 9ª Primavera dos Museus sob a temática Museus e Memórias Indígenas. Para comemorar a semana está expondo a Mostra de Cultura e Arte Guarani, organizada pela Outro Olhar e pela Rede Solidária Popyguá.
Dentro da mostra um destaque especial para a Mostra "A Boa Comida Guarani".
Existem tantos sabores, cheiros, cores nas diversas comidas das diferentes famílias, regiões, países e culturas que, quando pelas andanças e aprendizados com a 'Nação Guarani' surgiu a ideia de conhecer, relembrar e experimentar a gastronomia dessa cultura, tão pouco conhecida.
Conversando aqui, ali, a ideia se transformou em ações. A ideia: descobrir as comidas indígenas guarani. A ação: encontrar as pessoas, conversar com elas, fazer as comidas e ainda filmar o preparo e tudo o mais que envolve.
Alguns meses de atividades nas aldeias conversando com as pessoas sobre 'comida', o que faziam, o que fazem, se era bom, se não é mais, porque; e aos poucos a conversa se tornando vontade de fazer para experimentar e também para mostrar, tentar convencer os mais jovens que segundo disseram, não querem mais essas comidas, gostam daquela comprada no supermercado.
Sem preconceitos, tem lugar para todos os gostos. Mas a vontade era grande de saber mais, conversa vai, conversa vem, lembra daqui, lembra dali e os alimentos foram sendo preparados, alguns mesmo desde a colheita ou caça até o produto final prontinho para comer. Uma comida lenta, com identidade e história, no bom estilo do 'slow food'.
Digo com sinceridade, os gostos descobertos e redescobertos nesses meses foram muitos e, na simplicidade, especiais, particulares e riquíssimos.
Essa vivência resultou nas fotos agora expostas, que trazem um pouco do ‘fazer alimentar’ e em pequenos vídeos, a qual batizamos de "A Boa Comida Guarani".
Visitem e apreciem!
Somos a Associação de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento Humano - Outro Olhar, fundada em 2008, a partir da ideologia e determinação de diversos profissionais de várias áreas do conhecimento com vasta experiência em projetos ligados ao terceiro setor.
Bem Vindos ao nosso Espaço!
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Mostra Dialogada e Premiação Selo ODM 2015
Com grande alegria e satisfação
no dia 20 de agosto de 2015, Jocelina Veríssimo representante do Tembiapo:
Comércio de Óleos Essenciais e Artesanato Guarani e Silmara Apª Walendorff técnica
da Outro Olhar, participaram do Congresso “As Conquistas dos ODM e os Desafios
dos ODS” e da Mostra Dialogada de Projetos, organizada pelo SESI Paraná em
Curitiba.
Na ocasião projetos de todo o
Paraná desenvolvido por instituições que atuam em prol dos ODM - Objetivos de
Desenvolvimento do Milênio, foram apresentados a fim de disseminar as boas
práticas existentes em todo o estado.
Dois projetos foram apresentados pela Outro Olhar,
sendo o Tembiapo e Tekoha Sustentável, o primeiro projeto visa a
comercialização de artesanato e óleos essenciais produzidos por grupos
organizados em 07 aldeias guaranis, com cerca de 45 produtores e artesãos, mais
informações em www.tembiapo.com.br. Já
o segundo projeto possibilitou a implementação de áreas de agrofloresta e
reflorestamento em seis aldeias, bem como a realização de curso de formação
para agentes ambientais e desenvolvimento aos participantes do projeto.
Destacamos a preocupação com o meio ambiente e as atividades de sensibilização
que abordaram a questão da reciclagem e a luta contra o desmatamento e
queimadas nas aldeias.
O evento foi um grande momento
para a disseminação de informações, troca de ideias, consolidação de parcerias
entre organizações que atuam em prol dos ODM.
Para encerrar a Mostra Dialogada
foi realizada a premiação do Selo ODM para 187 organizações do estado a nível
governamental e da sociedade civil.
O Selo ODM visa reconhecer e
divulgar trabalhos para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio
(ODM) realizados por instituições públicas municipais e estaduais, privadas e
do terceiro setor no Estado do Paraná.
Parabéns a Outro Olhar que agora
é uma das contempladas com o selo ODM 2015!
Equipe Outro Olhar
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
A Boa Comida Guarani
Existem tantos sabores, cheiros, cores nas diversas comidas das diferentes famílias, regiões, países e culturas e ao participar, em Guarapuava-PR, de um evento denominado 'Festa das Nações' com diversos países representados com suas comidas e culturas senti falta da cultura indígena, não estava representada enquanto nação, nem nas apresentações culturais tampouco na gastronomia.
Me perguntei por que isso, não haveria nenhuma comida? Quase impossível, esse povo se alimentava, então deveria existir alguma coisa. Coloquei como um desafio, descobrir algumas comidas indígenas. Conversando aqui, ali, uma ideia e as ações. A ideia: descobrir comidas indígenas. A ação: encontrar as pessoas, conversar com elas e fazer as comidas e ainda filmar o preparo e tudo o mais que envolve.
Por questões de atribuições, não pude ter o privilégio de ir a campo, minhas colegas e as voluntárias que o fizeram. Passaram por alguns meses, nas atividades nas aldeias conversando com as pessoas sobre 'comida', o que faziam, o que fazem, se era bom, se não é mais, porque; e aos poucos a conversa se tornando vontade de fazer para experimentar e também para mostrar, tentar convencer os mais jovens que segundo disseram, não querem mais essas comidas, gostam daquela comprada no supermercado.Sem preconceitos, tem lugar para todos os gostos. Mas a vontade era grande de saber mais, conversa vai, conversa vem, lembra daqui, lembra dali e os alimentos foram sendo preparados, alguns mesmo desde a colheita ou caça até o produto final prontinho para comer. Uma comida lenta, com identidade e história, no bom estilo do 'slow food'.
Digo com sinceridade, os gostos descobertos e redescobertos nesses meses foram muitos e, na simplicidade, especiais, particulares e riquíssimos. Nos vídeos a seguir um pouco da experiência da Boa Comida Guarani.
Agradecemos a todas as pessoas das comunidades que se mobilizaram para preparar as comidas, tanto as que aparecem nos vídeos como as que preferiram não aparecer. A equipe da Outro Olhar envolvida e às voluntárias do Programa de Serviço Voluntário Europeu (Cristina, Beatrice e Duda) pelas filmagens, roteiros e edições.
Me perguntei por que isso, não haveria nenhuma comida? Quase impossível, esse povo se alimentava, então deveria existir alguma coisa. Coloquei como um desafio, descobrir algumas comidas indígenas. Conversando aqui, ali, uma ideia e as ações. A ideia: descobrir comidas indígenas. A ação: encontrar as pessoas, conversar com elas e fazer as comidas e ainda filmar o preparo e tudo o mais que envolve.
Por questões de atribuições, não pude ter o privilégio de ir a campo, minhas colegas e as voluntárias que o fizeram. Passaram por alguns meses, nas atividades nas aldeias conversando com as pessoas sobre 'comida', o que faziam, o que fazem, se era bom, se não é mais, porque; e aos poucos a conversa se tornando vontade de fazer para experimentar e também para mostrar, tentar convencer os mais jovens que segundo disseram, não querem mais essas comidas, gostam daquela comprada no supermercado.Sem preconceitos, tem lugar para todos os gostos. Mas a vontade era grande de saber mais, conversa vai, conversa vem, lembra daqui, lembra dali e os alimentos foram sendo preparados, alguns mesmo desde a colheita ou caça até o produto final prontinho para comer. Uma comida lenta, com identidade e história, no bom estilo do 'slow food'.
Digo com sinceridade, os gostos descobertos e redescobertos nesses meses foram muitos e, na simplicidade, especiais, particulares e riquíssimos. Nos vídeos a seguir um pouco da experiência da Boa Comida Guarani.
Agradecemos a todas as pessoas das comunidades que se mobilizaram para preparar as comidas, tanto as que aparecem nos vídeos como as que preferiram não aparecer. A equipe da Outro Olhar envolvida e às voluntárias do Programa de Serviço Voluntário Europeu (Cristina, Beatrice e Duda) pelas filmagens, roteiros e edições.
por Sandra König
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
III Encontro de Xamoĩ Kuery
O III Encontro de Xamoĩ da
Rede Solidária Popyguá, aconteceu no dia 16 de julho de 2015 no Centro de
Formação Juan Diego em Guarapuava-Pr, foi marcando pela fala dos Xamoĩ Kuery que representaram as
comunidades integrantes da Rede Solidária Popyguá.
O encontro foi o segundo desta natureza no ano de 2015 tendo como
apoiador a IAF - Fundação Interamericana, através do projeto Ambiente Inteiro:
Terra Indígena da Cabeça aos Pés realizado e executado pela Outro Olhar
juntamente com a Rede Solidária Popyguá.
A partir da realização dos encontros de Xamoĩ Kuery, nota-se um maior envolvimento
e participação dos jovens nas atividades da Opy’i
e da Rede Solidária Popyguá valorizando cada vez mais a cultura Guarani. Da mesma forma observou-se entre as aldeias
da Rede uma maior preocupação em manter as Opy’i
em bom estado, construindo novas estruturas ou reformando, para melhorar
acomodar a comunidade e visitantes, da mesma forma aconteceram encontros com
cerimonias tradicionais como: o batismo da água e da erva mate e intercâmbios
culturais entre as aldeias próximas com o viés de promover a cultura guarani.A Magia e a Arte da Cultura Guarani
A Mostra de Corais foi
o momento das comunidades apresentarem suas canções e suas danças, marcado
também pela solidariedade entre as comunidades, como na junção de participantes
de diferentes aldeias, para dar apoio àquelas que estavam em menor número, demostrando
o espírito de cooperação entre a nação guarani.
O artesanato guarani marcou presença na Mostra de Artesanato, em que
as artesãs e artesãos dos grupos produtivos puderam expor seus trabalhos,
trocar experiências e comercializar seus produtos.
Outro grande momento do encontro foram os jogos e brincadeiras
guaranis nos quais homens e mulheres, jovens, adultos, crianças puderam
confraternizar e mostrar as suas habilidades em diferentes categorias: lança, arco
e flecha, peteca, corrida de tora, zarabatana e luta/dança corporal.
No encerramento a orientação pela palavra dos
xamoĩ kuery e a despedida dos grupos gratificada com instrumentos para os
grupos das opy’i, incentivo para a vivência da cultura no dia a dia das
comunidades.No vídeo e nas fotos a seguir um pequeno resumo do que foi esta grande magia.
O Grande Encontro da Rede Solidária Popyguá
A Mostra de Sementes
foi um momento importante para a valorização das espécies tradicionais dos
saberes e costumes, da importância de manter as sementes preservadas para
transmitir conhecimento para as futuras gerações. A expectativa para as
próximas edições é de que mais sementes sejam apresentadas, mais trocas
aconteçam e as comunidades sejam repovoadas com espécies tradicionais e
sagradas.
Das sementes para “A
Boa Comida Guarani”, mostra de vídeos e fotografias, organizadas a partir de
oficinas temáticas realizadas nas aldeias sob a temática da boa alimentação
tradicional, colaboraram para essa mostra as voluntárias do Serviço Voluntário
Europeu, Beatrice e Cristina, juntamente com jovens e participantes dos grupos
produtivos de cada aldeia. Os vídeos e as fotografias são importantes registros
do hábito alimentar das famílias guarani, refletem a relação com a natureza. Os
alimentos sendo colhidos e preparados de forma coletiva, tranquila, sem pressa,
aflorando as relações de gênero e geração; crianças, adultos, idosos, homens e
mulheres celebram a partilha dos alimentos de qualidade e sabor inigualáveis. segunda-feira, 6 de julho de 2015
Assinar:
Postagens (Atom)