Somos a Associação de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento Humano - Outro Olhar, fundada em 2008, a partir da ideologia e determinação de diversos profissionais de várias áreas do conhecimento com vasta experiência em projetos ligados ao terceiro setor.
Já fazia tempo que se conversava sobre turismo, os jovens do curso Agentes Ambientais e Desenvolvimento já haviam rabiscado alguns roteiros, os grupos de artesanato nas aldeias sentindo a necessidade de receber mais visitantes para ver, e claro, também comprar o artesanato que dia a dia vem ficando mais bonito, sofisticado e ao mesmo tempo tradicional. Então, qual o caminho a seguir?
Motivado por essas análises e perguntas foi organizado o módulo extra do Formando em Rede sob a temática de "Turismo Social Tekoha Aberta". O nome aproveitando a ideia da voluntária Beatrice Poti que fez uma proposta para divulgar em seu país.
Reuniram-se no Itakora em Guarapuava, participantes das aldeias da Rede Solidária Popyguá, entre 29 de março e 01 de abril de 2016 para conversar, estudar, entender e propor sobre 'turismo social'. Logo no primeiro dia já se percebeu que a denominação 'turismo social' não sobreviveria até o final do encontro. O primeiro impacto: turismo? turista? turismo social? turismo indígena? turismo comunitário? Afinal, qual turismo nós queremos? Muitas dúvidas diante dessa pergunta.
Para diminuir as dúvidas e aumentar a confiança foram dois dias de análises, conversas, experiências e o reconhecimento do grande desafio: cada um precisa dar seu melhor para que possamos desenvolver um turismo responsável, para a comunidade, para as pessoas que na atividade trabalham e para o turista; porque o consenso foi: o turismo que queremos promove o desenvolvimento local, promove a cultura, promove o respeito cultural entre diferentes culturas, envolve as pessoas e respeita o ambiente; então nosso turismo será o "Turismo Sustentável".
O desafio lançado, foi hora de pensar em ações, passos concretos a serem tomados, então, o grupo trabalhou fortemente em propor, para cada comunidade participante um roteiro para "Um dia de Turismo na Comunidade", para os participantes conhecerem e desenvolverem a prática desse turismo sustentável; o primeiro passo de um longo processo.
Nos próximos meses acontecerá uma rodada de oficinas pelas comunidades para analisar os roteiros, acrescentar, diminuir, ajustar e aprovar o roteiro final e, antes de setembro começar a realizar os "Dias de Turismo".
Aguardem, em breve os roteiros!
Na quinta-feira 17 de Março de 2016, nós estivemos como voluntários europeus (Matteo e Jessica) em uma
aldeia indígena localizada do
Paraná. Durante dois dias e uma noite, tivemos uma oportunidade de imersão
noutra cultura. Acompanhamos a realização de atividades dos projetos Yy Porã:
Água Boa e Ambiente Inteiro: Terra Indígena da Cabeça aos Pés, trabalhamos na terra, foi um bom encontro e um choque
cultural. Um resumo
rápido desta experiencia fora do comum...
Palmeirinha do Iguaçu é uma comunidade na Terra Indígena de Manguerinha,
aldeia localizada no município Chopinzinho, Paraná.
A nossa chegada
na aldeia, duas mulheres nos receberam. Juliana, 30 anos e Floriana, 20 anos e mãe de
três filhos moram na aldeia. Este primeiro contato foi simples: sorrisos, “bom
dia” e rápido apresentação dos voluntários e elas. Silmara, que as
conhece bem, abraçou-as.
Nós tentamos conversar sobre a comida da França e da Itália.
Conversar foi um pouco difícil devido de idioma.
Felizmente, apesar do idioma ser
uma barreira, a comida permite aproximar as pessoas em qualquer país. Como foi este o caso, nos fizemos o almoço e
comunicamos com olhares, gestos e sorrisos.
Então que nos cozinhamos frango com batatas e arroz acompanhado de
salada com tomates e couve.
O almoço acontece em
tranquilidade. Os prato ficaram sobre a mesa e todo mundo em fila para
enchê-los.
No início da tarde, houve uma conversa sobre as maneiras de cuidar da
terra, manejo das árvores, sobre as plantas medicinais e rendimentos dos óleos
essenciais.
Em seguida, nós fomos em direção ao campo para praticar a teoria. Nós
andamos sobre um caminho da terra vermelha e pedregoso até chegar à
agrofloresta.
O sol estava ao nosso encontro, o calor é massacrante e o céu é de cor
azul claro sem defeito. Nós estamos numa altura que oferece uma visão global para
admirar as maravilhosas paisagens de Palmeirinha... Longe tem as araucárias,
árvores emblemáticas do Paraná.
A paisagem é feita pelas colinas com os pedaços de terra amarela
sobrepondo-se ao verde. Nos meios os pássaros e insetos cantam. Reina uma
atmosfera pacificada que convida a calma e relaxamento. Mas, é tempo de
trabalharmos agora!
A chave do sucesso do cultivo consiste em trabalhar o solo. Foi necessário
trabalhar a terra para garantir um solo rico. Por isso, a terra deve ser bem
preparada de modo que as raízes se desenvolvam rapidamente. Naturalmente, a
terra torna-se rica graças à adubação com matéria orgânica.
Nós começamos a limpar com a enxada e depois, usamos uma máquina de
cavar a terra. Esta máquina permite que a terra fique bem “fofa”. Sempre para
melhorar a qualidade da terra, acrescentamos o adubo orgânico. Todo
mundo participou e
não teve exceção!
À noite
dormimos na loja do Tembiapo . Uma mulher aceitou bondosamente que
tomássemos uma ducha na sua casa. O
banheiro se localizada fora da casa, é um quarto na casa separado.
A água do chuveiro
estava quase fria mas bem-vinda por causa do calor. Tínhamos passado todo o dia
torrando ao sol. Depois, nós voltamos no refeitório para jantar e preparamos
camas. De manhã,
Matteo e eu acordamos sobre o solo porque nossos colchões tinham esvaziado. Viva a aventura!
O progresso do dia se
fez de
forma similar ao anterior e o trabalho na terra continuou. Nós fomos em um lugar muito bonito e passamos
por um caminho muito verde . As folhas das árvores eram de cor verde intenso!
Quando chegamos à
área onde estava plantado capim limão, Jocélio explicou como cortar as plantas corretamente, com uma
foice. E preparamos e plantamos as mudas
de capim limão, planta da qual é realizada a extração de óleo essencial.
Noi final do dia fomos com Silmara, Nilson e Jocélio,
em diferentes lugares fora da aldeia para pagar o fornecedor do adubo. Na
estrada, encontramos
com um
homem que tem uma plantação de bananas, pedimos para tirar e levar algumas mudas de bananeiras para a agrofloresta
da aldeia.
Eu pude ver como colher bananas. Muito impressionante!
Nós acabamos esta viagem visitando diferentes campos. Vimos
mandioca, pé de goiabeira, jabuticaba, cana de açúcar e arucum.
Esta viagem terminou-se e eu espero que gracas a meu vídeo e artigo você
viaje também.
Até breve para outras aventuras!
A saber: Quando eu escrevi este artigo, eu tinha estado no Brazil por pouco mais de duas semanas. O idioma é difícil ainda, principalmente quando
pessoas conversam em grupo.
Assim, eu não consegui transcrevertudo como eu queria, com detalhes e peço desculpa.
Boa Leitura! Não hesite em me dar as suas impressões!
O projeto Yy Porã: Água Boa está sendo desenvolvido na aldeia de Palmeirinha do Iguaçu, TI de Mangueirinha em conjunto com a liderança da comunidade.
Entre as principais atividades desenvolvidas realizamos em novembro de 2015, palestra para 67 pessoas entre estudantes do ensino fundamental do Colégio Estadual Wera Tupã e comunidade, sobre destinação do lixo, consumo consciente e oficina prática de compostagem.
Logo em seguida no mês de dezembro de 2015 no espaço do Piai, com a participação da comunidade em geral, abordou-se a separação correta do lixo e montagem dos conjuntos de lixeira.
No decorrer do projeto firmamos parceria com o IAP unidade de Pato Branco que forneceu 6500 mudas de espécies nativas para o plantio tanto do reflorestamento quanto na agrofloresta.
No final de janeiro deste ano realizamos o primeiro dia de campo quando foi feito o replantio de algumas espécies na agrofloresta e também a abertura de linhas para o plantio na área de recuperação à margem do rio.
Recentemente em 23 e 24 de fevereiro de 2016, foram acompanhadas as atividades realizadas pela equipe da coordenação e gestão do projeto GATTI e representantes da FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura.
Seguida de reunião e apresentação das organizações presentes, FUNAI, FAO, GATTI, Outro Olhar e a empresa SALTUS de assessoria ambiental. Uma apresentação de como será realizado o inventario florestal na aldeia, início da coleta de dados para a montagem dos mapas da cartografia de etnomapeamento com a comunidade.
No dia seguinte seguiram as coletas de informações e dados e montagens de mapas para o etnomapeamento. Mais tarde a visita da equipe do projeto GATTI aos projetos realizados pela Outro Olhar na aldeia e a área de recuperação do projeto Yy Porã: Água Boa.
Há alguns meses teve início o Curso Gestão do Empreendimento Tembiapo. Um programa de formação pensado para 18 meses, dividido em 09 módulos direcionado aos representantes legais do Tembiapo e coordenadores/as dos grupos nas aldeias.
O primeiro módulo tratou do cooperativismo, desde sua origem até as várias formas de organização na atualidade. O módulo II apresentou a economia e a economia solidária aos participantes, conceito e prática com simulações que representam casos reais. O módulo III deu continuidade ao tema da economia solidária e os participantes e proporcionou uma visita a uma cooperativa de crédito de interação solidária (Cresol) unidade de Guarapuava. O módulo IV introduziu a questão de custos e a matemática financeira para o cálculos das margens. A atividade exigiu muito empenho dos participantes.
Fato importante que aconteceu durante o módulo IV foi a reafirmação dos cinco representantes legais do Tembiapo para mais um ano frente ao empreendimento.
A Associação de Cooperação Técnica para o
Desenvolvimento Humano – Outro Olhar, através da sua Diretora Presidente Sra. Sandra König, no
uso de suas atribuições e conforme prevê o Estatuto Social no artigo 41º,
convoca a todos os associados para a Assembleia Geral Extraordinária a ser
realizada no dia 27 de fevereiro de 2016,
em primeira convocação com a maioria dos associados às 9:00 horas, e em segunda convocação com qualquer número de
associados às 9:30 horas na nova sede
da Outro Olhar, localizada em Rocio São
Sebastião, s/n, Área Rural de Guarapuava, Guarapuava – Paraná.
No final de 2015 lançamos em Guarapuava o Programa de Voluntariado Outro Olhar, nossa primeira voluntária foi a jovem Danielle Baldissera, estudante de Psicologia e grande simpatizante da questão indígena.
Durante os meses de outubro, novembro e dezembro, Danielle, acompanhou o dia a dia na instituição, auxiliou na organização de eventos e feiras, na organização do artesanato, fotografando e sistematizando os mesmos.
Para você que quer preencher seu tempo ocioso e conhecer melhor a cultura indígena Guarani, saiba mais em: http://aoutroolhar.blogspot.com.br/p/program-de-voluntariado-local.html
A Associação
de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento Humano – Outro Olhar, através da sua Diretora Presidente
Sra. Sandra König, no uso de suas atribuições conforme prevê o Estatuto Social
no artigo 19º, convoca a todos os associados para a Assembleia Geral Ordinária
a ser realizada no dia 20 de Fevereiro
de 2016, em primeira convocação com a maioria dos associados às 14:30 horas, e em segunda convocação
com qualquer número de associados às 15:00
horas na sede da Outro Olhar, sito à BR 277, Km 347, Estrada do Rocio, s/n, Guarapuava – Paraná.
Tendo como pauta:
1) Relatório
de Atividades 2015;
2) Eleição da
Diretoria Executiva e Conselho Fiscal mandato 2016-2018;