Somos a Associação de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento Humano - Outro Olhar, fundada em 2008, a partir da ideologia e determinação de diversos profissionais de várias áreas do conhecimento com vasta experiência em projetos ligados ao terceiro setor.
Desde o ano de 2015 vem acontecendo o projeto WWW - World Wise Web, apoiado pela União Europeia através do Programa Erasmus Plus.
A Outro Olhar é parceira da Associação Joint, que tem sede em Milão-IT desde o ano de 2012 e vem recebendo jovens do Serviço de Voluntariado Europeu para interagir e desenvolver ações
nos diferentes projetos desenvolvidos junto as comunidade indígenas da etnia Guarani.
Confiram no link pouquinho da experiência do voluntário Italiano Matteo:
Dando sequência as atividades em comemoração ao mês da cultura indígena o empreendimento Tembiapo, juntamente com a Outro Olhar continuam com ações voltadas a divulgação da cultura indígena, bem como com a comercialização do artesanato Guarani.
Durante a primeira semana de maio estiveram no hall de entrada da Unicentro - Unversidade do Centro Oeste, Campus Santa Cruz, juntamente com outros micro empresários.
Outro importante espaço de divulgação é a participação na feira agroecológica no campus CEDETEG, que acontece toda quinta pela manhã.
Reunidos no calor escaldante de João Pessoa- PR, cerca de 80 pessoas entre beneficiários, parceiros e amigos de 31 organizações, participaram do encontro de donatários dos projetos apoiados pela IAF- Fundação Interamericana no Brasil, realizado de 25 a 29 de abril.
Entre os projetos, muitas experiências voltadas a agroecologia e meios sustentáveis, grande valorização dos costumes, formas tradicionais e muita valorização do ser humano.
Representando o Tembiapo e Rede Solidária Popyguá Ramom Vogado e eu, Silmara, representando a Outro Olhar apresentamos o Projeto Ambiente Inteiro: Terra Indígena da Cabeça aos Pés, levamos o artesanato, os óleos essenciais e a certeza de que as ações do projeto apoiado pela IAF, foram muito importante na organização e desenvolvimento dos grupos produtivos, dos encontros de Xamoi, do Formando em Rede e de outras tantas atividades que foram desenvolvidas ao longo de três anos intensos.
Quem diria fomos lá no sertão, na cidade de Nova Palmeira, e conhecemos o CENEP- Centro de Educação Popular, local de gente que luta e acredita na transformação que a educação popular pode fazer na vida das pessoas.
Lá conhecemos a "Nega Lurdes" mulher de fibra e seus seguidores, os quais com persistência e sabedoria transformam a dor e as dificuldades em música e poesia.
Voltamos extasiados, com tantas contradições, da beleza da paisagem da caatinga, a imensidão do mar, a seca lá do sertão.
Grande experiência, momento de troca, reflexão, de muita energização para continuarmos no desenvolvimento de nossas ações!
Na data de 19 de abril, todos os anos é comemorado o dia do Índio, porém consideramos o mês de abril como sendo da Cultura Indígena.
Destacamos que na grande maioria das aldeias que compõem a Rede Solidária Popyguá muitas festividades e eventos marcam essa data. Algumas aldeias resgatam antigos costumes, seja através da escola, seja nas Opy'i- Casas de Reza e na realização de semanas culturais.
Feira de Páscoa
A Outro Olhar em parceria com museu, escolas e faculdades de Guarapuava-PR, organizou e dedicou-se a divulgação da cultura Guarani, principalmente enaltecendo a alimentação tradicional com a Mostra "A Boa Comida Guarani" que através de fotografias e vídeos retrata os principais alimentos consumidos e que fazem parte da cultura guarani.
Colégio Nossa Senhora de Belém
No link a seguir parte das atividades deste mês pode ser visualizadas na reportagem da RPC do projeto Televisando exibida no dia 19 de abril de 2016.
Tantos foram os legados deixados pelos povos indígenas, na alimentação destacamos o pinhão, fruto da araucária e a canjica, feita com o milho, grandemente apreciados pela maioria da população e de grande valor nutricional.
Faculdade Guarapuava
Vamos juntos, o ano todo, lembrar e desenvolver ações que respeitem e valorizem a cultura que permanece viva entre os povos indígenas.
Já fazia tempo que se conversava sobre turismo, os jovens do curso Agentes Ambientais e Desenvolvimento já haviam rabiscado alguns roteiros, os grupos de artesanato nas aldeias sentindo a necessidade de receber mais visitantes para ver, e claro, também comprar o artesanato que dia a dia vem ficando mais bonito, sofisticado e ao mesmo tempo tradicional. Então, qual o caminho a seguir?
Motivado por essas análises e perguntas foi organizado o módulo extra do Formando em Rede sob a temática de "Turismo Social Tekoha Aberta". O nome aproveitando a ideia da voluntária Beatrice Poti que fez uma proposta para divulgar em seu país.
Reuniram-se no Itakora em Guarapuava, participantes das aldeias da Rede Solidária Popyguá, entre 29 de março e 01 de abril de 2016 para conversar, estudar, entender e propor sobre 'turismo social'. Logo no primeiro dia já se percebeu que a denominação 'turismo social' não sobreviveria até o final do encontro. O primeiro impacto: turismo? turista? turismo social? turismo indígena? turismo comunitário? Afinal, qual turismo nós queremos? Muitas dúvidas diante dessa pergunta.
Para diminuir as dúvidas e aumentar a confiança foram dois dias de análises, conversas, experiências e o reconhecimento do grande desafio: cada um precisa dar seu melhor para que possamos desenvolver um turismo responsável, para a comunidade, para as pessoas que na atividade trabalham e para o turista; porque o consenso foi: o turismo que queremos promove o desenvolvimento local, promove a cultura, promove o respeito cultural entre diferentes culturas, envolve as pessoas e respeita o ambiente; então nosso turismo será o "Turismo Sustentável".
O desafio lançado, foi hora de pensar em ações, passos concretos a serem tomados, então, o grupo trabalhou fortemente em propor, para cada comunidade participante um roteiro para "Um dia de Turismo na Comunidade", para os participantes conhecerem e desenvolverem a prática desse turismo sustentável; o primeiro passo de um longo processo.
Nos próximos meses acontecerá uma rodada de oficinas pelas comunidades para analisar os roteiros, acrescentar, diminuir, ajustar e aprovar o roteiro final e, antes de setembro começar a realizar os "Dias de Turismo".
Aguardem, em breve os roteiros!
Na quinta-feira 17 de Março de 2016, nós estivemos como voluntários europeus (Matteo e Jessica) em uma
aldeia indígena localizada do
Paraná. Durante dois dias e uma noite, tivemos uma oportunidade de imersão
noutra cultura. Acompanhamos a realização de atividades dos projetos Yy Porã:
Água Boa e Ambiente Inteiro: Terra Indígena da Cabeça aos Pés, trabalhamos na terra, foi um bom encontro e um choque
cultural. Um resumo
rápido desta experiencia fora do comum...
Palmeirinha do Iguaçu é uma comunidade na Terra Indígena de Manguerinha,
aldeia localizada no município Chopinzinho, Paraná.
A nossa chegada
na aldeia, duas mulheres nos receberam. Juliana, 30 anos e Floriana, 20 anos e mãe de
três filhos moram na aldeia. Este primeiro contato foi simples: sorrisos, “bom
dia” e rápido apresentação dos voluntários e elas. Silmara, que as
conhece bem, abraçou-as.
Nós tentamos conversar sobre a comida da França e da Itália.
Conversar foi um pouco difícil devido de idioma.
Felizmente, apesar do idioma ser
uma barreira, a comida permite aproximar as pessoas em qualquer país. Como foi este o caso, nos fizemos o almoço e
comunicamos com olhares, gestos e sorrisos.
Então que nos cozinhamos frango com batatas e arroz acompanhado de
salada com tomates e couve.
O almoço acontece em
tranquilidade. Os prato ficaram sobre a mesa e todo mundo em fila para
enchê-los.
No início da tarde, houve uma conversa sobre as maneiras de cuidar da
terra, manejo das árvores, sobre as plantas medicinais e rendimentos dos óleos
essenciais.
Em seguida, nós fomos em direção ao campo para praticar a teoria. Nós
andamos sobre um caminho da terra vermelha e pedregoso até chegar à
agrofloresta.
O sol estava ao nosso encontro, o calor é massacrante e o céu é de cor
azul claro sem defeito. Nós estamos numa altura que oferece uma visão global para
admirar as maravilhosas paisagens de Palmeirinha... Longe tem as araucárias,
árvores emblemáticas do Paraná.
A paisagem é feita pelas colinas com os pedaços de terra amarela
sobrepondo-se ao verde. Nos meios os pássaros e insetos cantam. Reina uma
atmosfera pacificada que convida a calma e relaxamento. Mas, é tempo de
trabalharmos agora!
A chave do sucesso do cultivo consiste em trabalhar o solo. Foi necessário
trabalhar a terra para garantir um solo rico. Por isso, a terra deve ser bem
preparada de modo que as raízes se desenvolvam rapidamente. Naturalmente, a
terra torna-se rica graças à adubação com matéria orgânica.
Nós começamos a limpar com a enxada e depois, usamos uma máquina de
cavar a terra. Esta máquina permite que a terra fique bem “fofa”. Sempre para
melhorar a qualidade da terra, acrescentamos o adubo orgânico. Todo
mundo participou e
não teve exceção!
À noite
dormimos na loja do Tembiapo . Uma mulher aceitou bondosamente que
tomássemos uma ducha na sua casa. O
banheiro se localizada fora da casa, é um quarto na casa separado.
A água do chuveiro
estava quase fria mas bem-vinda por causa do calor. Tínhamos passado todo o dia
torrando ao sol. Depois, nós voltamos no refeitório para jantar e preparamos
camas. De manhã,
Matteo e eu acordamos sobre o solo porque nossos colchões tinham esvaziado. Viva a aventura!
O progresso do dia se
fez de
forma similar ao anterior e o trabalho na terra continuou. Nós fomos em um lugar muito bonito e passamos
por um caminho muito verde . As folhas das árvores eram de cor verde intenso!
Quando chegamos à
área onde estava plantado capim limão, Jocélio explicou como cortar as plantas corretamente, com uma
foice. E preparamos e plantamos as mudas
de capim limão, planta da qual é realizada a extração de óleo essencial.
Noi final do dia fomos com Silmara, Nilson e Jocélio,
em diferentes lugares fora da aldeia para pagar o fornecedor do adubo. Na
estrada, encontramos
com um
homem que tem uma plantação de bananas, pedimos para tirar e levar algumas mudas de bananeiras para a agrofloresta
da aldeia.
Eu pude ver como colher bananas. Muito impressionante!
Nós acabamos esta viagem visitando diferentes campos. Vimos
mandioca, pé de goiabeira, jabuticaba, cana de açúcar e arucum.
Esta viagem terminou-se e eu espero que gracas a meu vídeo e artigo você
viaje também.
Até breve para outras aventuras!
A saber: Quando eu escrevi este artigo, eu tinha estado no Brazil por pouco mais de duas semanas. O idioma é difícil ainda, principalmente quando
pessoas conversam em grupo.
Assim, eu não consegui transcrevertudo como eu queria, com detalhes e peço desculpa.
Boa Leitura! Não hesite em me dar as suas impressões!
O projeto Yy Porã: Água Boa está sendo desenvolvido na aldeia de Palmeirinha do Iguaçu, TI de Mangueirinha em conjunto com a liderança da comunidade.
Entre as principais atividades desenvolvidas realizamos em novembro de 2015, palestra para 67 pessoas entre estudantes do ensino fundamental do Colégio Estadual Wera Tupã e comunidade, sobre destinação do lixo, consumo consciente e oficina prática de compostagem.
Logo em seguida no mês de dezembro de 2015 no espaço do Piai, com a participação da comunidade em geral, abordou-se a separação correta do lixo e montagem dos conjuntos de lixeira.
No decorrer do projeto firmamos parceria com o IAP unidade de Pato Branco que forneceu 6500 mudas de espécies nativas para o plantio tanto do reflorestamento quanto na agrofloresta.
No final de janeiro deste ano realizamos o primeiro dia de campo quando foi feito o replantio de algumas espécies na agrofloresta e também a abertura de linhas para o plantio na área de recuperação à margem do rio.
Recentemente em 23 e 24 de fevereiro de 2016, foram acompanhadas as atividades realizadas pela equipe da coordenação e gestão do projeto GATTI e representantes da FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura.
Seguida de reunião e apresentação das organizações presentes, FUNAI, FAO, GATTI, Outro Olhar e a empresa SALTUS de assessoria ambiental. Uma apresentação de como será realizado o inventario florestal na aldeia, início da coleta de dados para a montagem dos mapas da cartografia de etnomapeamento com a comunidade.
No dia seguinte seguiram as coletas de informações e dados e montagens de mapas para o etnomapeamento. Mais tarde a visita da equipe do projeto GATTI aos projetos realizados pela Outro Olhar na aldeia e a área de recuperação do projeto Yy Porã: Água Boa.