Somos a Associação de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento Humano - Outro Olhar, fundada em 2008, a partir da ideologia e determinação de diversos profissionais de várias áreas do conhecimento com vasta experiência em projetos ligados ao terceiro setor.

Bem Vindos ao nosso Espaço!

terça-feira, 18 de julho de 2017

Descobertas do mundo de Lá

Foram dias intensos de muitas descobertas. Descobertas de um ‘mundo de coisas’ muito diferentes e outras descobertas de coisas semelhantes. O que mais atraiu minha a atenção foi o caminho para a comercialização direta e diversificação das propriedades que as famílias agricultoras trilharam.
Foi muito interessante conhecer as diferentes famílias e as formas de comercialização direta que fazem dos seus produtos. O açougueiro que abate seus animais e os animais dos vizinhos e redondezas e comercializa ali no seu estabelecimento. Que na minha percepção não tem tanto o aspecto ‘mercadológico convencional’, há uma relação mais humana, próxima e informal entre quem procura os alimentos para comprar e quem os produz.
Já na família que trabalha com leite e vende direto na propriedade a partir de uma máquina automática, assim como vende também os ovos e outros produtos a relação é direta mas não pessoal. Os consumidores se ‘auto servem’ na máquina, não há a necessidade de pessoas para atender, apenas para manter a máquina funcionando. Ainda assim é uma relação direta, pois os consumidores vão até a propriedade de buscam seus alimentos.
O agricultor que, de suas maças, faz o suco e vende para os visitantes na sua propriedade. Promove visitas de conhecimento com escolas e também outra pessoas e estudantes da comunidade. Unindo produção, comercialização e serviços na propriedade que a própria família é responsável e executora.

Entre outras visitas que proporcionaram muitas reflexões e ideias que podem ser desenvolvidas nas comunidades indígenas. A realidade cultural e social são distintas, daqui e de lá. Mas também aqui há um movimento da sociedade em valorizar mais o local/regional, procurar alimentação natural.
Acredito que esse é o caminho que poderá ser conquistado pelas comunidades indígenas, organizando as aldeias para fornecer produtos e serviços, e dessa forma agregar valor, aos produtos e serviços produzidos e ofertados na aldeia. E com essa prática, ir descortinando os preconceitos e desconfianças que a sociedade indígena tem em relação às sociedades não indígenas.
Por: Sandra König - associada Outro Olhar








segunda-feira, 12 de junho de 2017

Relatório de Atividades Outro Olhar 2016

No dia 10 de junho, uma manhã fria, os bravos associados e convidados da Outro Olhar compareceram para a Assembleia Geral Ordinária - AGO. Agradecemos a todos que fazem parte dessa família e que permitem a Outro Olhar existir e lutar por um mundo mais humano com menos desigualdades.
Motivados por uma das frases de Ghandi "Seja a mudança que você deseja ver no mundo" foi apresentado e aprovado o Relatório Anual de Atividades da Outro Olhar de 2016, compartilhado a seguir.







































segunda-feira, 5 de junho de 2017

Agroflorestas Guarani: Diversidade e Cultura

A sustentabilidade é uma característica inerente aos sistemas agroflorestais – SAF’s-, pois estão alicerçados em princípios básicos que envolvem aspectos ecológicos, econômicos e sociais. Todo método ou sistema de uso da terra somente será sustentável se for capaz de manter o seu potencial produtivo também para gerações futuras. Além disso, os SAF’s para serem considerados sustentáveis devem envolver os aspectos sociais, econômicos e ecológicos, isto é necessitam que sejam socialmente justos economicamente viáveis e ecologicamente corretos.
Com o recente reconhecimento e a conscientização da importância dos valores ambientais, econômicos e sócias das florestas, podem se perceber no cenário mundial fortes tendências para as mudanças significativas na forma de uso da terra, com a utilização de sistemas produtivos sustentáveis que considerem além da produtividade biológica os aspectos socioeconômicos e ambientais, diante do múltiplo proposito das árvores, os sistemas agroflorestais constituem-se em alternativas sustentáveis para aumentar os níveis de produção agrícola, animal e florestal.
Esse sistema vem como alternativas, para pequenos produtores, povos, comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas e assentados da reforma agrária, permitindo a consolidação da produção de alimentos com o plantio de florestas contribuindo com o auto sustento das famílias e a preservação da biodiversidade em prol de um desenvolvimento sustentável. 
Sendo assim nada mais justo que as famílias e os grupos de agricultores que fazem o uso de práticas ecológicas e sustentáveis, sejam lembradas também na semana mundial de meio ambiente por terem importantes contribuições na sociedade em prol da sustentabilidade e de um método digno de produção sem ofender e nem prejudicar o próximo.
Especialmente para os grupos de agricultores indígenas nossos cumprimentos e reiteração do orgulho do trabalho realizado!

O trabalho de reocupação das áreas que há muitos anos foram deixadas sem produzir na forma tradicional, a partir de um esforço conjunto, técnicas atuais, saberes tradicionais e cultura Guarani, do Tembiapó, da Rede Solidária Popyguá, da Outro Olhar e de cada Participante; apresenta já seus resultados.
A colheita de alimentos saudáveis das ricas e diversificadas agroflorestas para alimento da família, da comunidade e o excedente disponibilizado para toda a população (comercialização). Além da alegria de estar contribuindo para desenvolvimento sustentável, cuidando da biodiversidade através das práticas agroecológicas; na busca de uma agricultura sinérgica mantendo a originalidade da natureza e dos recursos naturais, produzindo com consciência e eficiência.
Ressaltamos mais uma vez, na semana nacional de meio ambiente, nosso reconhecimento e admiração pelos indígenas que estão cumprindo com a missão de serem os guardiões da biodiversidade!
Jocelio Martins Ryzy – Técnico em Meio Ambiente e Agroecologia







quinta-feira, 20 de abril de 2017

Edital de Convocação para Assembleia Geral Ordinária

Edital de Convocação para Assembleia Geral Ordinária


A Associação de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento Humano – Outro Olhar, através da sua Diretora Presidente Sra. Silmara Apª Walendorff, no uso de suas atribuições conforme prevê o Estatuto Social no artigo 19º, convoca a todos os associados para a Assembleia Geral Ordinária a ser realizada no dia 06 de maio de 2017, em primeira convocação com a maioria dos associados às 09:00 horas, e em segunda convocação com qualquer número de associados às 09:30 horas na sede da Outro Olhar, sito à  Estrada do Rocio, s/n, Àrea Rural Guarapuava – Paraná.
Tendo como pauta:
1) Relatório de Atividades 2016;
2) Associados;
3) Assuntos Gerais.
Contamos com a presença de todos.
Atenciosamente,
Guarapuava, 20 de abril de 2017.


Silmara Apª Walendorff
Diretora Presidente


terça-feira, 11 de abril de 2017

Mês da Cultura Indígena

Estamos em mais um mês de abril, que passamos a considerar o mês da Cultura Indígena por entender que um dia é pouco para dedicar ao conhecimento e convivência com a cultura original desta nossa terra; que por muito tempo foi subjugada.
Já há alguns anos a Outro Olhar vem criando oportunidades de espaços para estabelecer um diálogo entre a cultura Guarani e a sociedade não indígena; de forma singela, organiza oficinas nas comunidades indígenas sob diferentes temáticas e produz, junto com os participantes indígenas, materiais que são registrados em fotografias e vídeos.
Neste período a temática foi voltada ao que as comunidades indígenas querem mostrar. E o material produzido foi bem variado: paisagens, alimentos, brincadeiras de criança, atividades produtivas, cultivos, cerimônias, cantos, danças e plantas medicinais.
Assim nasceu a IV Mostra de Cultura e Arte Guarani reúne em fotos, vídeos, artesanato e oficinas a percepção guarani do seu local de vida, onde vivem o verdadeiro Nhandereko Reguã (modo de vida guarani).
O material foi produzido por adolescentes, jovens adultos e idosos das aldeias que compõem a Rede Solidária Popyguá, com apoio da Outro Olhar e voluntários brasileiros e europeus; com o intuito de mostrar ao não indígena um pouco do que é a vida nas comunidades atualmente e um convite para «Conhecer Melhor a Aldeia».
Embarque nessa viagem e descubra uma linda, singela e rica cultura de um povo ameríndio ancestral. E a primeira estação é o Museu Visconde de Guarapuava onde a mostra fica até final de abril. Aproveite para visitar!





quinta-feira, 23 de março de 2017

Projeto WWW: Encontro Final

Entre os dias 10 e 14 de março de 2017 a Outro Olhar através da associada Sandra König participou do encontro final do projeto WWW em parceria com a Joint e apoiado pela União Europeia. O encontro contou com a participação de representantes das organizações do México, Peru, Nepal, Romênia, França e Itália.
E foi realmente um bom encontro: encontro de culturas, línguas, vivências, experiências e esperanças. Teve um momento para a apresentação das atividades com os voluntários, tão ricas, belas, apaixonantes; bom para os voluntários e bom para as organizações, uma via de mão dupla. Outro momento para as experiências com as atividades de advocay, tão diversas e ao mesmo tempo com tanta coisa em comum, entre elas o empenho e a solidariedade com os voluntários.

E, sendo o final de um processo, momentos para avaliar e analisar. Lembrar e refletir e outra vez compartilhar; de forma mais detalhada as ricas metodologias desenvolvidas nas diferentes organizações, resultado de um rico processo de construção de um mundo mais solidário e humano; que resultará em um caderno com as vivências.
Além do trabalho, também momentos de descontração, na noite cultural experiências com diferentes comidas e bebidas, tantas sensações! E um pouco de passeio, pela bela cidade de Gênova e seus arredores.
Que projetos de voluntariado encontrem sempre espaço em nossas organizações!



Por Sandra König, associada Outro Olhar

quinta-feira, 9 de março de 2017

Conclusões Jéssica projeto WWW

Agora é o final de meu SVE e um pequeno conclusão esta necessário:

Esse ano foi cheio. Cheio em emoções, encontros, projetos profissionais, descobertas, aprendizagem, comida, música; e muitas outras coisas!
Eu cruzei varias emoções que uma pessoas pode sentir, e frequentemente, tudo misturada: a alegria, a tristeza, a imprudência, a reserva, o acanhamento, a medo, a felicidade, a indiferença, a empatia, a solidão, a compaixão, a solidariedade, a surpresa. Que bagunça!
E eu hoje?! Eu tenho mais confiança em eu mesmo, mais confiança em minhas capacidades. Eu me apaixonei  pelas  gravações e a edição dos videos e para aprender outras linguas. Agora, eu tenho uma visão mais otimista sobre meu futuro e eu tenho varias projetos na minha cabeça!
O SVE é uma oportunidade para a gente de se conhecer melhor. A gente esta sozinha em frente de situações desconhecidas;  então tem que puxar suas próprias limitações. A gente vê que é possivel fazer coisas que nunca vez você pensei.

Ficar um ano inteiro no Brasil foi uma experiência incrível. Eu tinha expectativas sobre o Brasil antes de chegar: Calor-Cachaça-Samba. O Brasil é um pais tão grande que todos os lados tem um espirito diferente. Eu morro no Sul do Brasil, no Paraná, então, aqui é muito frio no inverno, é uma cidade rural e o tipo de musica famosa é a sertaneja. No estado de São Paulo,  esta muito calor, tem musica de todo tipo e muito de pessoas na cada rua em qualquer horas do dia e da noite. Daqui um pouco, eu vou no estado do Rio de Janeiro e vou participar no Carnaval. Acho que vai ser ainda diferente. O Brasil é um pais maravilhoso graça as cores, os habitantes, os varias paisagem, a historia dele, a comida e a musica dele, as praias, os pôres do sol, os trovão; ... Não vou esquecer nada ! Nunca!

O trabalho pela associação Outro Olhar foi extraordinário. Eu convivi com as comunidades indígenas Guarani. Eu trabalhei junto com eles no projeto de vídeos e de fotografias. Eles me mostram a cultura deles, as crianças brincam comigo, eu sei algumas palavras em guarani... Eu fiz videos e tenho a esperança que eu conseguiu prestar homenagem a esse povo. O povo Guarani tem tão coisas para ensinar aos seres-humanos que sera uma grande pena de não conhecer nada da historia deles. Em fim, eu vou tomar um pouco disso comigo, no meu coração e na minha bagagem.
Queria falar tambem do trabalho da equipa de Outro Olhar: Sandra Konig, Silmara Wallendorff, Tony, Jocélio, Jandira e Scheila quem, dias pois dias, asseguram um trabalho excelente. Eles conseguiram ganhar a confiança dos indígenas para trabalhar juntos, com respeito e alegria. E agora, aquele relação entres os dois tornar-se em uma amizade harmoniosa! E para isso, Parabens e obrigada para este única sorte Outro Olhar! 

Por, Jéssica Veerapen