Somos a Associação de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento Humano - Outro Olhar, fundada em 2008, a partir da ideologia e determinação de diversos profissionais de várias áreas do conhecimento com vasta experiência em projetos ligados ao terceiro setor.

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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Resultado do processo seletivo “Sementes para o Crescimento”

Muitos foram os inscritos para o processo seletivo do projeto sementes para o crescimento, entre eles pessoas de Guarapuava, Curitiba e Ponta Grossa. Para o edital de voluntário não indígena foi selecionado o estudante de Direito da Faculdade Campo Real, Jauri Rodrigues de Oliveira Júnior.
Agradecemos a todos os inscritos e parabenizamos o escolhido, desejamos boa sorte e um bom trabalho.
Informamos ainda, que o resultado do edital que selecionará um indígena da etnia Guarani, será disponibilizado até a próxima quinta feira dia 22/12/11.

Por, equipe Outro Olhar

domingo, 4 de dezembro de 2011

Entrevistas para vídeo institucional

O projeto Oindio: Cultura e oportunidade na rede, apoiado pelo Oi Futuro, foi escolhido juntamente com outras três instituições para participar do vídeo institucional do Oi Futuro e entre os dias 23 e 25 de novembro foram realizadas as primeiras entrevistas com alguns dos participantes do projeto.
E as conversas revelaram boas surpresas, nas palavras dos jovens, as atividades do projeto ajudaram na valorização do modo de ser guarani, por muitos esquecida e consequentemente na autoestima pessoal e das comunidades.
Agradecemos à receptividade e colaboração de todos durante as entrevistas.
por: Equipe Outro Olhar

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Processo seletivo para o projeto “Sementes para Crescimento”


O projeto “Sementes para Crescimento” é resultado da parceria existente entre  a Associação Outro Olhar e a Associação de promoção Social Joint, com sede em Milão na Itália. A iniciativa selecionará dois voluntários, sendo um indígena da etnia Guarani e um não indígena, para realizarem trabalho voluntário no centro Panta Del Rei, que fica localizado próximo a Roma na Itália.
Os serviços a serem prestados vão desde, trabalhos com plantas em horta, com animais, construções, organização de eventos, entre outros.
As inscrições estarão abertas no período de 28/11/2011 até 10/12/2011. Os interessados deverão ler atentamente os anexos e editais (disponíveis no site www.oindio.org  a partir do dia 28/11) sendo um destinado ao candidato indígena e outro para o não indígena,  preencher e enviar a ficha de inscrição para o E-mail: associacaooutro.olhar@yahoo.com.br  até a data  de 10/12/2011 impreterivelmente.
Salientamos que os selecionados não terão despesas com passagens, hospedagem e alimentação, mas caso haja desistência, deverão reembolsar os valores gastos com os bilhetes de passagem.
Dúvidas e outros esclarecimentos podem ser solicitados pelo telefone  42 3627 3897 (com a equipe da Outro Olhar) em horário comercial das 08:30 às 17:00 h.

Boa sorte a todos!

Att: Associação Outro Olhar

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A preocupação com o atendimento de saúde aos povos indígenas

       Durante a realização das visitas técnicas em aldeias do Paraná e Santa Catarina nos últimos meses, nos deparamos em muitas das comunidades atendidas com a ausência de profissionais e atendimentos na área saúde. Isto deve-se as mudanças realizadas pelo Governo Federal nesta área, anteriormente os serviços de saúde para os povos indígenas eram prestados pela Funasa - Fundação Nacional de Saúde que mantinha convênios com a Associação Rondon Brasil.
       Desde 2010 a saúde indígena vem passando por estruturações e criou-se a Secretaria Especial de Saúde Indígena – SESAI – área do Ministério da Saúde para coordenar e executar o processo de gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena em todo Território Nacional. A Sesai tem como missão principal a proteção, a promoção e a recuperação da saúde dos povos indígenas e exercer a gestão de saúde indígena, bem como orientar o desenvolvimento das ações de atenção integral à saúde indígena e de educação em saúde segundo as peculiaridades, o perfil epidemiológico e a condição sanitária de cada Distrito Sanitário Especial Indígena - DSEI, em consonância com as políticas e programas do Sistema Único de Saúde – SUS.
Cabe a Sesai coordenar e avaliar as ações de atenção à saúde no âmbito do Subsistema de Saúde Indígena; promoção, articulação e a integração com os setores governamentais e não governamentais que possuam interface com a atenção à saúde indígena. É responsabilidade da Secretaria também identificar, organizar e disseminar conhecimentos referentes à saúde indígena e estabelecer diretrizes e critérios para o planejamento, execução, monitoramento e avaliação das ações de saneamento ambiental e de edificações nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas.
Ressaltamos que, no momento, algumas indefinições acometem a população indígena, como por exemplo: em determinadas aldeias a população indígena deixa de ter seu atendimento na comunidade e precisa deslocar-se para a sede dos municípios, o que dificulta e restringe o atendimento. Segundo o Ministério da Saúde o atendimento aos povos indígenas deverá ser incorporado aos poucos ao atendimento prestado pelo SUS - Sistema Único de Saúde. Enquanto os trâmites legais para isso não acontecem, esperamos medidas emergenciais que amenizem a situação e atendam a todos com humanização e qualidade, pois em se tratando de saúde ninguém pode esperar e decidir o momento para adoecer.

Por: Silmara Ap. Walendorff – Assistente  Social

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Oficinas projeto Oindio: Cultura e Oportunidade na Rede

As atividades do projeto Oindio: Cultura e Oportunidade na Rede estão a todo vapor, destacamos a realização das oficinas de vídeo que aconteceram no final de outubro nas aldeias de Lebre e Añetete. O empenho e a motivação dos jovens tem sido primordial na realização das filmagens.
Salientamos a importância e a participação dos envolvidos em todas as fases do projeto, desde o planejamento das atividades, na escolha das lendas/histórias, na construção dos roteiros, tudo baseado na cultura Guarani.

Evidenciamos ainda a participação e o envolvimento dos professores, diretores e comunidade em geral nas oficinas, e assim tem ocorrido em todas as aldeias envolvidas diretamente no projeto oindio, ou seja, as comunidades de Limeira, Lebre, Palmeirinha do Iguaçu e Tekoha Añetete, estão de parabéns pelo comprometimento e pela escolha de suas lendas/histórias.
Sem dúvida as ações que estão sendo desenvolvidas são vistas como um importante meio de resgate e preservação da cultura Guarani. O uso das tecnologias de informação e comunicação tornou-se um forte instrumento e  aliado no processo de transformação social entre as comunidades guaranis. Além de demonstrar  para o mundo a cultura, serve também como um incentivo aos anciões das aldeias, que as utilizam para registrar e assim repassar às futuras gerações toda a sabedoria contida na etnia Guarani do Sul do Brasil.
Por: Silmara Ap. Walendorff - Equipe Outro Olhar

sábado, 22 de outubro de 2011

Batismo de Ervas: relatos de uma experiência

O respeito às diversas culturas é sinônimo de humanidade. Somos um planeta de uma riqueza cultural fantástica. Respeitar o diferente, compreender que não há melhores, que não há um único certo, é o que a humanidade está precisando aprender. Não é preciso que todos pensem iguais, que todos tenham as mesmas crenças; não é preciso dominar para impor; o que é preciso é respeitar.
A cultura indígena, principalmente a do Sul do Brasil, foi e é, incentivada a sua 'desconstrução', seja inicialmente pelas 'reduções jesuíticas', seja atualmente pela 'sociedade do consumo'. Nesse contexto, são de extrema importância as cerimônias tradicionas que algumas comunidades indígenas realizam.
Tive a oportunidade de acompanhar, na comunidade de Palmeirinha do Iguaçu, a cerimônia do Batismo de Ervas, agradeço a confiança da comunidade na equipe Outro Olhar, assim como o privilégio de poder participar e acompanhar toda a atividade, desde a sua preparação.
De acordo com as lideranças da comunidade, esta é a primeira das quatro cerimônias que se realizam durante o ano. São cerimônias de agradecimento, purificação e benção. Esta primeira chamada de Batismo de Ervas, acontece na primavera, tem como principal planta a erva-mate, que é colhida e sapecada pelos homens e moida e socada pelas mulheres. São dois dias de atividades e durante o segundo dia é realizado o batismo das crianças que ainda não receberam o nome guarani. A segunda cerimônia é realizada na colheita do milho, geralmente em janeiro; tem o milho e o mel como alimentos para o agradecimento à boa colheita. A terceira, das frutas, acontece quando da colheita da 'banana de mico'. E para encerrar o ciclo, realiza-se novamente a cerimônia com a erva mate. Acompanhar a cerimônia do batismo de ervas foi uma experiência ímpar, que palavras não conseguem traduzir.
É a cultura viva, a crença no Grande Espírito, o modo de ser de um povo sensível e sábio. O coração da comunidade, sua identidade.
Só tenho a agradecer ao Grande Espírito por permitir que meus olhos pudessem ser testemunhas e se abrir à beleza da vida, manifestada no modo de viver dos guaranis, assim como permitir que minha alma fosse envolvida pelos sentimentos desse povo. E mais uma vez, o agradecimento à comunidade de Palmeirinha do Iguaçu.
Por Sandra Konig - associada Outro Olhar

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Programa Indígena ITAKORA

Mais uma conquista da Outro Olhar, desta vez a notícia da aprovação do eixo Pernas do Programa Indígena ITAKORA surpreendeu a todos. Possibilitado pela Associação Shishu - Voluntariado Internacional de Rovereto e pela Conferência Epicospal da Itália, o sonho desde a formação da Outro Olhar, que almejava um  local para a realização das atividades de apoio, principalmente às comunidades da etnia Guarani, está sendo consolidado.

O programa Indígena ITAKORA irá comportar ações e atividades coordenadas para comunidades indígenas da etnia Guarani dos estados de Santa Catarina e Paraná, na região Sul do Brasil e está organizado em cinco eixos principais, sendo eles: Braços: geração de renda; Corpo: capacitação e formação; Pernas: estrutura física; Cabeça: cultura. Como linhas transversais a todos os eixos estão: Cidadania, organização, valorização étnica, conservação e preservação ambiental, oportunidade e informação. 
As ações iniciais serão desenvolvidas dentro das 9 comunidades indígenas Guarani pertencentes a Rede Solidária Popyguá e foram concebidas de acordo com demandas levantadas junto a cada comunidade pertencente a Rede.
Nós da Outro Olhar acreditamos muito no Programa Indígena Itakora e agradecemos a todos que não mediram esforços para que este sonho se concretizasse.
Agora mãos a obra e parabéns a Outro Olhar pela conquista!

Por: Equipe Outro Olhar