Somos a Associação de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento Humano - Outro Olhar, fundada em 2008, a partir da ideologia e determinação de diversos profissionais de várias áreas do conhecimento com vasta experiência em projetos ligados ao terceiro setor.

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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Convocação para Assembleia Geral Ordinária

Caros Associados Outro Olhar, segue edital de convocação para Assembleia Geral Ordinária:

Edital de Convocação para Assembleia Geral Ordinária


A Associação de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento Humano – Outro Olhar, através da sua Diretora Presidente Sra. Sandra König, no uso de suas atribuições conforme prevê o Estatuto Social no artigo 19º, convoca a todos os associados para a Assembleia Geral Ordinária a ser realizada no dia 22 de fevereiro de 2014, em primeira convocação com a maioria dos associados às 15:00 horas, e em segunda convocação com qualquer número de associados às 15:30 horas na sede do escritório da Outro Olhar, sito à BR 277, Km 347, Estrada do Rocio, s/n, Guarapuava – Paraná (junto ao Centro de Formação Juan Diego).
Tendo como pauta:
1) Relatório de Atividades 2013;
2) Planejamento 2013-2015, acompanhamento (limites e avanços);
3) Regimento Interno – Revisão;
4) Eleição da Diretoria Executiva;
5) Assuntos Gerais.
Contamos com a presença de todos.
Atenciosamente,
Guarapuava, 14 de janeiro de 2014.

Sandra König

Diretora Presidente

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

I Encontro de Xamois da Rede Solidária Popyguá

Para o Guarani a cultura é sua essência, ou seja, a sua alma, e os Xamois são os líderes espirituais mais respeitados. Desde o começo da parceria entre Shishu, Outro Olhar e as comunidades a demanda por encontros dos Xamois foi uma constante, devido à fundamental importância desse evento.
Alguns anos se passaram, persistentes na busca, agora neste janeiro de 2014 acontece o I Encontro de Xamois da Rede Solidária Popyguá.
Mesmo não sendo exatamente do tamanho que muitos desejavam, as comunidades estão mobilizadas para participar, principalmente a comunidade que sediará o encontro, Palmeirinha do Iguaçu, no município de Chopinzinho, inclusive construindo uma opy novinha!
Este encontro, planejado a meses, tem o apoio da Fundação Interamericana - IAF através do projeto Ambiente Inteiro: Terra Indígena da Cabeça aos Pés, em execução desde setembro de 2012.
Que os grandes espíritos acompanhem o encontro e que a cultura Guarani saia fortalecida!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Tembiapo Fazendo Feira

O Tembiapo, empreendimento que reúne famílias guaranis de seis aldeias da Rede Solidária Popyguá, participou comercializando artesanato da Feira Exposição de Artesanato da Unicentro entre os dias 06 e 14 de novembro.
Foi um importante evento tanto para a comercialização das peças quanto para a divulgação do empreendimento e da cultura guarani dessas comunidades.


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Nhe'engatu de Opy nova

A comunidade de Nhe'engatu se mobilizou e construiu sua nova Opy e para inaugurar realizou o batismo das águas no último dia 16 de novembro. Estiveram presentes também a aldeia de Limeira e Palmeirinha do Iguaçu e os xamois de Pinhal, e também integrantes da equipe técnica da Outro Olhar.
Gratificante ser convidado e poder participar de tão importante e bonita cerimônia. Nesses espaços e momentos que o modo se ser guarani se manifesta na sua essência.
Pensamos em descrever o quão bela e significativa é a cerimônia, mas entendemos que melhor que descrever é viver, sentir, respirar e fazer parte, as palavras não seriam capazes de traduzir o total significado, além do que, seria o nosso ponto de vista. Então optamos por não descrever, apenas dizer: Obrigado!
Por: Sandra König e Antônio Carlos Guedes

Crônica do “não existe preconceito!”

Semana do empreendedorismo, os jornais e veículos de comunicação falam da capacidade empreendedora do brasileiro, de que os pequenos empreendedores são importantes para a economia, geram emprego, distribuem renda, etc. Isso é bom, certo?
Abrir uma pequena empresa pra formalizar uma atividade que há tempo se faz de forma informal, beneficiando mais de trinta famílias diretamente, é algo bom, certo?
Tudo certinho, contrato feito, contrato assinado com assinaturas reconhecidas por verdadeiro. Vai pra junta comercial, problemas: o papel não pode ser reciclato, precisa ser branco. Se refaz o contrato, nova impressão, agora na folha branca e assina de novo, simples. Mais ou menos, os sócios moram em municípios diferentes, então recomendam que assinem e reconheçam por verdadeiro em cada município.
Pega o carro, faz 120 km, uma assinatura, no outro dia mais 88 km outra assinatura, outro dia mais 380 km mais uma assinatura e por fim, mais 370 km e outra assinatura, opa, é ponto facultativo o cartório está fechado, o que fazer? Voltar, ou ligar e ver se o cartório da próxima cidade está aberto? Segunda opção. Chegando ao cartório olhares peculiares, atendente some para uma sala, volta, confirma: Onde o senhor mora? – Na aldeia. Olhar peculiar para o contrato, para o sócio e: - não podemos reconhecer a assinatura. – Mas porque não? – Simplesmente não podemos. – Pode dizer o motivo? Olhar peculiar e a resposta: - Desconfio da autenticidade da identidade. – Como assim, qual o problema com a identidade, pode dizer, pode me dar um protocolo dizendo o motivo? – Não senhor, não tenho que explicar nada!
Na calçada, sentimento de injustiça: não pode dizer! Certamente porque o motivo não é a identidade, mais provável por ser um indígena fundando uma empresa! Desistir então? Tudo acabado? Novamente voltar pra aldeia com a cabeça baixa porque ser indígena é ser invisível, é não ter o direito de abrir uma ‘firma’! Ainda bem que, apesar de tantos anos de opressão, se resiste.
Novamente a estrada, mais 8 km, outro cartório, atendente avisado pelo colega! Exigindo o motivo da negativa, conversa daqui, consulta a constituição, o decreto, o estatuto, a surpresa: - Oh, índio tem direitos e é capaz! Então tá, podemos reconhecer assinatura no contrato do empreendimento.
O que fazer diante dessa falta de respeito? No momento, voltar à cidade e registrar um boletim de ocorrência para tomar providências futuras. De volta à cidade, procura a delegacia, fechada. Procuram-se os policiais, eles dizem que não podem registrar o BO e dão a razão para o cartorário!! Demais! Volta-se para outra cidade, com muita insistência se registra o BO e depois de longas horas, enfim, dá pra voltar pra casa.
Agora é preciso decidir o que fazer com o BO para que as pessoas, pelo menos as que trabalham em órgãos oficiais não neguem direitos essenciais às pessoas!

Por: Antônio Carlos Guedes e Sandra König

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Nem Todo Lixo é Lixo

No dia 16 de outubro de 2013 visitamos a escola da Tekoha Ocoy, na qual os alunos estão desenvolvendo um projeto sobre reciclagem e sensibilização sobre o problema do lixo. O projeto "Nem todo lixo é lixo", é um trabalho interdisciplinar que envolve todas as turmas da escola, cerca de 300 alunos. Consiste na realização de uma casinha feita interamente com material reciclado.

Inicialmente os alunos trabalharam na construção das paredes, usando caixas de leite, cola e fita adesiva. Foram projetadas e construídas quatro paredes separadas, que irão se encaixar, de modo que a casinha possa facilmente ser montada quando necessário e guardada quando não está sendo utilizada. As caixinhas de leite foram coletadas pelos profesores na cidade, através de uma campanha de conscientização.

Em todas as diciplinas a construção da casinha foi utilizada como exemplo prático para trabalhar sobre diferentes conteúdos. Assim, o profesor de matemática trabalhou com os alunos sobre as medidas da casa, mas também sobre capacidade e tamanho das caixinhas. Com a profesora de arte os alunos observaram o design e a cor das caixinhas, a composição das cores e também a importância da publicidade presente nos diferentes desenhos nas caixinhas. Em física os alunos estudaram equilíbrio, isolamento térmico e energia: assim colocaram areia nas caixinhas da primeira camada para mais estabilidade e començaram projetar uma illuminação feita com uma garrafa de água que coleta a luz externa.
Nas disciplinas de português e história trabalhou-se o conteúdo presente nas embalagens, temas como a reforma agrária, por exemplo, e posterior a criação de um documentário sobre o próprio projeto. Em espanhol os conteúdos foram traduzidos e em química foram estudadas a composição e as tabelas nutricionais.
Uma vez realizadas as paredes, o telhado será feito com um tecido, e os móveis com embalagemns recicladas. Para realizar as decorações os alunos estão guardando tampas de garrafas, com os quais irão criar desenhos com a técnica do pontilhismo.
A casinha irá ser montada no pátio da escola, e irá ser utlizada como brinquedoteca, para peças de teatro de fantoches e leituras e também servirá como modelo para as outras escolas, que irão visitar a aldeia na Semana Cultural Indígena.
Depois das diferentes diciplinas serem abordada na realização da casinha, a temática da reciclagem continuará sendo abordada e os alunos ansiosos para desenvolver atividades com a casinha.

Formatura Fase I Formando em Rede



Os jovens do Formando em Rede concluíram a Fase I do programa de formação no dia 07/11/13 em cerimônia realizada no Centro de Formação Juan Diego. O evento foi organizado em parceria com a faculdade Guarapuava que também realizou a emissão dos certificados.
O Formando em Rede iniciou em julho de 2012 e foi realizado em quatro etapas com jovens de oito aldeias que compõem a Rede Solidária Popyguá dos estados de Santa Catarina e Paraná.
O programa teve apoio da Associação Shishu, IAF-Fundação Interamericana, Centro de Formação Juan Diego, Faculdade Guarapuava e Joint. Entre os temas trabalhados estavam: políticas públicas, legislação, história e cultura Guarani, metodologias para elaboração de diagnóstico socioambiental, entre outros.
Nesta fase foram certificados 16 jovens sendo que destes 08 estavam presentes na cerimônia de formatura os demais receberão os certificados em suas aldeias.
A segunda fase do curso está em andamento com participação de aproximadamente 24 jovens de 10 aldeias Guaranis e tem previsão de finalização para meados de 2014.