Somos a Associação de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento Humano - Outro Olhar, fundada em 2008, a partir da ideologia e determinação de diversos profissionais de várias áreas do conhecimento com vasta experiência em projetos ligados ao terceiro setor.

Bem Vindos ao nosso Espaço!

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Projeto WWW - World Wise Web

Desde o ano de 2015 vem acontecendo o projeto WWW - World Wise Web, apoiado pela União Europeia através do Programa Erasmus Plus.
A Outro Olhar é parceira da Associação Joint, que tem sede em Milão-IT desde o ano de 2012 e vem recebendo jovens do Serviço de Voluntariado Europeu para interagir e desenvolver ações
nos diferentes projetos desenvolvidos junto as comunidade indígenas da etnia Guarani.

Confiram no link pouquinho da experiência do voluntário Italiano Matteo:



Participação em eventos e feiras

Feira Unicentro 
Dando sequência as atividades em comemoração ao mês da cultura indígena o empreendimento Tembiapo, juntamente com  a Outro Olhar continuam com  ações voltadas a divulgação da cultura indígena, bem como com a comercialização do artesanato Guarani. 
Durante a primeira semana de maio estiveram no hall de entrada da Unicentro - Unversidade do Centro Oeste, Campus Santa Cruz, juntamente com outros micro empresários.  
Outro importante espaço de divulgação é a participação na feira agroecológica no campus CEDETEG, que acontece toda quinta pela manhã.
Feiras Cedeteg


Equipe Outro Olhar

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Encontro de Donatários IAF - Compartilhando Experiências

Reunidos no calor escaldante de João Pessoa- PR, cerca de 80 pessoas entre beneficiários, parceiros e amigos de 31 organizações, participaram do encontro de donatários dos projetos apoiados pela IAF- Fundação Interamericana no Brasil, realizado de 25 a 29 de abril.
Entre os projetos, muitas experiências voltadas a agroecologia e meios sustentáveis, grande valorização dos costumes, formas tradicionais e muita valorização do ser humano.

Representando o Tembiapo e  Rede Solidária Popyguá Ramom Vogado e eu, Silmara, representando a Outro Olhar apresentamos o Projeto Ambiente Inteiro: Terra Indígena da Cabeça aos Pés, levamos o artesanato, os óleos essenciais e a certeza de que as ações do projeto apoiado pela IAF, foram muito importante na organização e desenvolvimento dos grupos produtivos, dos encontros de Xamoi, do Formando em Rede e de outras tantas atividades que foram desenvolvidas ao longo de três anos intensos. 


Quem diria fomos lá no sertão, na cidade de Nova Palmeira, e conhecemos o CENEP- Centro de Educação Popular, local de gente que luta e acredita na transformação que a educação popular pode fazer na vida das pessoas. 

Lá conhecemos a "Nega Lurdes" mulher de fibra e seus seguidores, os quais com persistência e sabedoria transformam a dor e as dificuldades em música e poesia. 
Voltamos extasiados, com tantas contradições, da beleza da paisagem da caatinga, a imensidão do mar, a seca lá do sertão. 



Grande experiência, momento de troca, reflexão, de muita energização para continuarmos no desenvolvimento de nossas ações!


Por Silmara Walendorff


segunda-feira, 25 de abril de 2016

Abril - Mês da Cultura Indígena

Na data de 19 de abril, todos os anos é comemorado o dia do Índio, porém consideramos o mês de abril como sendo da Cultura Indígena. 
Destacamos que na grande maioria das aldeias que compõem a Rede Solidária Popyguá muitas festividades e eventos marcam essa data. Algumas aldeias resgatam antigos costumes, seja através da escola, seja nas Opy'i- Casas de Reza e na realização de semanas culturais.
Feira de Páscoa
A Outro Olhar em parceria com museu, escolas e faculdades de Guarapuava-PR, organizou e dedicou-se a divulgação da cultura Guarani, principalmente enaltecendo a alimentação tradicional com a Mostra "A Boa Comida Guarani" que através de fotografias e vídeos retrata os principais alimentos consumidos e que fazem parte da cultura guarani. 
Colégio Nossa Senhora de Belém 
No link a seguir parte das atividades deste mês pode ser visualizadas na reportagem da RPC do projeto Televisando exibida no dia 19 de abril de 2016. 

Tantos foram os legados deixados pelos povos indígenas, na alimentação destacamos o pinhão, fruto da araucária e a canjica, feita com o milho, grandemente apreciados pela maioria da população e de grande valor nutricional. 
Faculdade Guarapuava
Vamos juntos, o ano todo, lembrar e desenvolver ações que respeitem e valorizem a cultura que permanece viva entre os povos indígenas.

Equipe Outro Olhar


segunda-feira, 4 de abril de 2016

Rede Solidária Popyguá e o Turismo

Já fazia tempo que se conversava sobre turismo, os jovens do curso Agentes Ambientais e Desenvolvimento já haviam rabiscado alguns roteiros, os grupos de artesanato nas aldeias sentindo a necessidade de receber mais visitantes para ver, e claro, também comprar o artesanato que dia a dia vem ficando mais bonito, sofisticado e ao mesmo tempo tradicional. Então, qual o caminho a seguir?
Motivado por essas análises e perguntas foi organizado o módulo extra do Formando em Rede sob a temática de "Turismo Social Tekoha Aberta". O nome aproveitando a ideia da voluntária Beatrice Poti que fez uma proposta para divulgar em seu país.
Reuniram-se no Itakora em Guarapuava, participantes das aldeias da Rede Solidária Popyguá, entre 29 de março e 01 de abril de 2016 para conversar, estudar, entender e propor sobre 'turismo social'. Logo no primeiro dia já se percebeu que a denominação 'turismo social' não sobreviveria até o final do encontro. O primeiro impacto: turismo? turista? turismo social? turismo indígena? turismo comunitário? Afinal, qual turismo nós queremos? Muitas dúvidas diante dessa pergunta.
Para diminuir as dúvidas e aumentar a confiança foram dois dias de análises, conversas, experiências e o reconhecimento do grande desafio: cada um precisa dar seu melhor para que possamos desenvolver um turismo responsável, para a comunidade, para as pessoas que na atividade trabalham e para o turista; porque o consenso foi: o turismo que queremos promove o desenvolvimento local, promove a cultura, promove o respeito cultural entre diferentes culturas, envolve as pessoas e respeita o ambiente; então nosso turismo será o "Turismo Sustentável".
O desafio lançado, foi hora de pensar em ações, passos concretos a serem tomados, então, o grupo trabalhou fortemente em propor, para cada comunidade participante um roteiro para "Um dia de Turismo na Comunidade", para os participantes conhecerem e desenvolverem a prática desse turismo sustentável; o primeiro passo de um longo processo.
Nos próximos meses acontecerá uma rodada de oficinas pelas comunidades para analisar os roteiros, acrescentar, diminuir, ajustar e aprovar o roteiro final e, antes de setembro começar a realizar os "Dias de Turismo".
Aguardem, em breve os roteiros!






Equipe Outro Olhar

quinta-feira, 31 de março de 2016

Visita na aldeia Palmeirinha do Iguaçu (17 & 18 de Março 2016)


Na quinta-feira 17 de Março de 2016, nós estivemos como voluntários europeus (Matteo e Jessica) em uma aldeia indígena localizada do Paraná. Durante dois dias e uma noite, tivemos uma oportunidade de imersão noutra cultura. Acompanhamos a realização de atividades dos projetos Yy Porã: Água Boa e Ambiente Inteiro: Terra Indígena da Cabeça aos Pés, trabalhamos na terra, foi um bom encontro e um choque cultural. Um resumo rápido desta experiencia fora do comum...
Palmeirinha do Iguaçu é uma comunidade na Terra Indígena de Manguerinha, aldeia localizada no município Chopinzinho, Paraná.

A nossa chegada na aldeia, duas mulheres nos receberam. Juliana, 30 anos e Floriana, 20 anos e mãe de três filhos moram na aldeia. Este primeiro contato foi simples: sorrisos, “bom dia” e rápido apresentação dos voluntários e elas. Silmara, que as conhece bem, abraçou-as.
Nós tentamos conversar sobre a comida da França e da Itália.
Conversar foi um pouco difícil devido de idioma.
Felizmente,  apesar do idioma ser uma barreira, a comida permite aproximar as pessoas em qualquer país.  Como foi este o caso, nos fizemos o almoço e comunicamos com olhares, gestos e sorrisos.
Então que nos cozinhamos frango com batatas e arroz acompanhado de salada com tomates e couve.

O almoço acontece em tranquilidade. Os prato ficaram sobre a mesa e todo mundo em fila para enchê-los.

No início da tarde, houve uma conversa sobre as maneiras de cuidar da terra, manejo das árvores, sobre as plantas medicinais e rendimentos dos óleos essenciais.
Em seguida, nós fomos em direção ao campo para praticar a teoria. Nós andamos sobre um caminho da terra vermelha e pedregoso até chegar à agrofloresta.  
O sol estava ao nosso encontro, o calor é massacrante e o céu é de cor azul claro sem defeito. Nós estamos numa altura que oferece uma visão global para admirar as maravilhosas paisagens de Palmeirinha... Longe tem as araucárias, árvores emblemáticas do Paraná.
A paisagem é feita pelas colinas com os pedaços de terra amarela sobrepondo-se ao verde. Nos meios os pássaros e insetos cantam. Reina uma atmosfera pacificada que convida a calma e relaxamento. Mas, é tempo de trabalharmos agora!
A chave do sucesso do cultivo consiste em trabalhar o solo. Foi necessário trabalhar a terra para garantir um solo rico. Por isso, a terra deve ser bem preparada de modo que as raízes se desenvolvam rapidamente. Naturalmente, a terra torna-se rica graças à adubação com matéria orgânica.
Nós começamos a limpar com a enxada e depois, usamos uma máquina de cavar a terra. Esta máquina permite que a terra fique bem “fofa”. Sempre para melhorar a qualidade da terra,  acrescentamos o adubo orgânico. Todo mundo participou e não teve exceção!
À noite dormimos na loja do Tembiapo . Uma mulher aceitou bondosamente que tomássemos  uma ducha na sua casa. O banheiro se localizada fora da casa, é um quarto na casa separado.
A água do chuveiro estava quase fria mas bem-vinda por causa do calor. Tínhamos passado todo o dia torrando ao sol. Depois, nós voltamos no refeitório para jantar e preparamos camas. De manhã, Matteo e eu acordamos sobre o solo porque nossos colchões tinham esvaziado. Viva a aventura!
O progresso do dia se fez de forma similar ao anterior e o trabalho na terra continuou. Nós fomos em um lugar muito bonito e passamos por um caminho muito verde . As folhas das árvores eram de cor verde intenso!
Quando chegamos à área onde estava plantado capim limão, Jocélio explicou como cortar as plantas corretamente, com uma foice. E preparamos e plantamos as mudas de capim limão, planta da qual é realizada a extração de óleo essencial.
Noi final do dia fomos com Silmara, Nilson e Jocélio, em diferentes lugares fora da aldeia para pagar o fornecedor do adubo. Na estrada, encontramos com um homem que tem uma plantação de bananas, pedimos para tirar e levar algumas mudas de bananeiras para a agrofloresta da  aldeia.
 Eu pude ver como colher bananas. Muito impressionante!
Nós acabamos esta viagem visitando diferentes campos. Vimos mandioca, pé de goiabeira, jabuticaba, cana de açúcar e arucum.
Esta viagem terminou-se e eu espero que gracas a meu vídeo e artigo você viaje também.

Até breve para outras aventuras! 


A saber: Quando eu escrevi este artigo, eu tinha estado no Brazil por pouco mais de duas semanas. O idioma é difícil ainda, principalmente quando pessoas conversam em grupo. Assim, eu não consegui transcrever tudo como eu queria, com detalhes e peço desculpa. Boa Leitura! Não hesite em me dar as suas impressões!

Por  Jessica Veerapen