Somos a Associação de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento Humano - Outro Olhar, fundada em 2008, a partir da ideologia e determinação de diversos profissionais de várias áreas do conhecimento com vasta experiência em projetos ligados ao terceiro setor.

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sábado, 11 de fevereiro de 2017

Carta Aberta do Povo Guarani da Rede Solidária Popyguá sobre os Direitos Humanos em Comunidades Indígenas

No XIX Encontro da Rede Solidária Popyguá realizado de 07 a 10 de fevereiro de 2017, no Centro de Convivência Itakora, em Guarapuava o principal assunto abordado foi Cultura Guarani: Rituais, mas também a questão cultural de organização das sociedades indígenas e sua autonomia.
Sobre esse último ponto, mediante a fotos recentes que vem acontecendo em aldeias guarani, que ameaçam o plano de desenvolvimento integral dessas comunidades (cultura, renda, autonomia, expressão), os participantes do encontro, no esforço para evitar esse retrocesso na caminhado do povo Guarani e indígena no geral. Redigiram e são signatários da Carta Aberta do Povo Guarani da Rede Solidária Popyguá sobre os Direitos Humanos em Comunidades Indígenas para tornar público o entendimento sobre a legitimidade da Organização Social Indígena Autônoma, saudável, sem abusos e atrocidades.
Ajudem a divulgar!
Somos povos indígenas cidadãos do mundo!

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Oficina de Compostagem

Em todas as atividades desenvolvidas pela Outro Olhar junto ao Centro de Convivência Itakora, localizado na área rural de Guarapuava-Pr está à preocupação com a sustentabilidade.
Além da instalação de cisterna para captação da água da chuva, implantação de sistema agroflorestal, trilha ecológica, sistemas de fossas por evapotranspiração, a Outro Olhar vem reutilizando matéria orgânica produzida a partir da extração de plantas medicinais para a produção de óleos essenciais. Com a matéria orgânica que sobra das plantas estão sendo realizadas compostagens, que serão reutilizadas na adubação e enriquecimento do solo.
Recentemente foi realizada oficina de compostagem em sistema de canteiros utilizando princípios da biodinâmica e também composteiras maiores que ficam junto à área de agrofloresta e servirão para adubar a área que também recebe plantas medicinais.

A compostagem é um processo biológico em que os microrganismos transformam a matéria orgânica, como estrume, folhas, papel e restos de comida, num material semelhante ao solo, a que se chama composto, e que pode ser utilizado como adubo. http://www.ib.usp.br/coletaseletiva/saudecoletiva/compostagem.htm
As vantagens deste processo variam desde a finalidade adequada para mais de 50% do lixo doméstico, ao mesmo tempo em que melhora a estrutura e aduba o solo, gera redução de herbicidas e pesticidas devido à presença de fungicidas naturais e microrganismos, e aumenta a retenção de água pelo solo, mantendo a umidade natural.

Se você ficou interessado em conhecer melhor algumas destas técnicas, entre em contato e agende sua visita!


Equipe Outro Olhar

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Oficinas e Atividades nas Aldeias

Com a energia renovada retomamos as atividades de campo nas aldeias da Rede Solidária Popyguá. 
Nesta semana a atividade foi na aldeia de Limeira, a temática abordada foi o cuidado com as plantas medicinais e aromáticas, destaque para os novos produtores que se juntaram ao grupo, aumentando a produção de Citronela e Capim Limão. 
Além do cuidado para com as plantas, reforçamos o cuidado com o ser humano, o bem estar e a qualidade de vida entre as famílias que vivem nas comunidades indígenas. 
Nos próximos dias seguem as atividades nas aldeias da Rede Solidária Popyguá. 

domingo, 4 de dezembro de 2016

Tembiapo: O Grande Encontro

No dia 31 de novembro e 01 de dezembro encontraram-se os participantes do Tembiapo: artesãos, artesãs, produtores e produtoras de plantas medicinais, juntamente com os gestores, para um momento de reflexão, análise e decisões sobre o Tembiapo e suas atividades.

Um convite para pensar sobre os desejos, necessidades e sonhos de cada um foi uma das primeiras atividades e para celebrar a amizade e a alegria uma brincadeira deu o tom. Muitas risadas e sorrisos seguida de uma reflexão sobre solidariedade e empatia.
Números e contas normalmente geram desconfianças e cansam nossos neurônios; por isso foi dedicado um bom tempo do encontro para a apresentação dos relatórios financeiros de 2015 para análise dos participantes. Os gestores Daniel, Angelo e Ramon conduziram este momento de explicações, tira dúvidas sobre os gastos e receitas das vendas e ao final contas aprovadas pela maioria simples e foi a hora dos artesãos e artesãs receberem a sua parte sobre o lucro do ano de 2015.
Animados pela divisão dos lucros, os participantes se dividiram em diferentes grupos e seguiram para atividades práticas. Os produtores e produtoras de plantas medicinais e aromáticas conversaram sobre os usos que conhecem das plantas e também ouviram e tiraram dúvidas sobre os óleos essenciais. E para pensar em novos produtos para o ano de 2017, seguiram para o laboratório e produziram sabonetes aromáticos e creme para as mãos. A experiência foi incrível, comentou Jocélio, técnico químico responsável pelos produtos do Tembiapo.
As artesãs e artesãos comemoraram o bom resultado da primeira coleção de Biojóias lançada em setembro e os encaminhamentos para uma segunda edição da mesma coleção, uma vez que, restam apenas 20% das peças no estoque.
Embalados pelo sucesso da coleção 2016, as artesãs e artesãos se desafiaram a pensar a coleção 2017, e o que podemos adiantar é que virá muita novidade!

Para encerrar esse grande encontro, os participantes aprovaram a visão, missão e valores do empreendimento Tembiapo, elaborados pelo gestores e consultores durante o último módulo do curso de gestão que estão participando. Aprovados sem ressalvas. Confiram a seguir:

Visão:
Ser uma referência nacional e internacional na produção de peças exclusivas e raras da etnia Guarani e óleos essenciais com utilização de matéria prima vinda da natureza; assim como na comercialização. Conquistando pessoas e promovendo o bem estar de todos.

Missão:
Produzir e disponibilizar produtos de qualidade, com manejo sustentável dos recursos naturais e promover o empoderamento dos artesãos, artesãs e produtores envolvidos no processo.

Valores:
Ética; Transparência; Solidariedade; Ecologia Social; Valorização das pessoas e da cultura; União; Inovação de produtos com qualidade. 

E assim, agora orientados pela visão, missão e valores, o grande encontro com cara de Assembleia Geral, foi encerrado com desejos de felicidades e bom ano de 2017!

Galeria de Fotos: https://www.facebook.com/outro.olhar.3/media_set?set=a.1059569820820855.1073741882.100003035412658&type=3

http://g1.globo.com/pr/parana/videos/v/projeto-ajuda-na-producao-de-artesanato-indigena-em-guarapuava/5566058/


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Vivências do Voluntariado Local

A partir do dia 04 de outubro deste ano, a Outro Olhar firmou mais uma parceria, dando início ao trabalho voluntário local.
 Tendo em vista o desenvolvimento humano, a preservação da cultura indígena e o aperfeiçoamento do registro da memória dos povos guaranis através da utilização de fotos e vídeos, demos início às oficinas de captação de imagens.
Realizada inicialmente pelos voluntários Talita Prestes e Maxmillian Gomes Schreiner, dois alunos formados em Comunicação Social pela Unicentro, e Jessica Veerapen, do Serviço de Voluntariado Europeu, as oficinas já foram realizadas em quatro aldeias.

Na aldeia Vila Nova Tekoa Nhe'engatu, que está localizada na fronteira entre os estados do Paraná e Santa Catarina, nos municípios de Palmas e Aberlardo Luz, respectivamente, os voluntários, apoiados pela equipe técnica da Outro Olhar, falaram sobre a importância da memória e a utilização das fotos e vídeos como forma de disseminação de conhecimentos dos povos indígenas para as demais etnias e povos.
A partir da escolha dos temas elencados pelas pessoas que vivem na Tekoa Nhe'Engatu, forma divididos dois grupos. Em seguida os voluntários explicaram algumas técnicas de enquadramento e fotografia, para uma melhor qualidade nas imagens que seriam gravadas. Com o auxílio dos voluntários, os jovens guaranis iniciaram o processo de gravação do batismo da erva-mate (ka'a) na casa de reza (Opy'i), do roçado, da casa tradicional com paredes de varas e cobertura de taquara batida. Os jovens também gravaram alguns depoimentos e explicações, feitos na língua materna e em português.

Tekoa Nhe'engatu: primeira tekoa onde foi realizada a oficina, em 05/10/2016.

por Maxmillian Gomes Schreiner

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Conhecendo Minha Aldeia

Conhecendo Minha Aldeia é a temática da próxima Mostra de Cultura e Arte Guarani, a  ser apresentada em atividades de Interação Cultural que serão desenvolvidas no decorrer do ano de 2017.

As oficinas estão sendo desenvolvidas em parceria com a Voluntária Jessica Veerapen do SVE, do voluntário Maxmillian Gonçalves, também colaborou Talita Prestes.
Já aconteceram rodadas de oficinas nas aldeias de Nhe Engatu, Palmeirinha do Iguaçu, Koe Ju Porã. 
Estão sendo produzidos vídeos e fotografias que retratam os destaques o que cada aldeia tem, demonstrar a potencialidade turística de cada comunidade e assim gerar interesse na sociedade para um maior conhecimento sobre sua cultura Guarani. 


Por: Outro Olhar

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

I Colóquio: “Olhares dos Voluntários Sobre as Diferentes Culturas”


Por muito tempo os povos indígenas foram marginalizados e vistos como quem não poderia fazer parte da sociedade dita ‘civilizada’.
Tratados com uma visão estereotipada de que não poderiam participar dos processos decisórios.  Mesmo no que dizia respeito aos seus direitos e reivindicações, pré conceitos foram sendo formados e ainda permanecem em nossa sociedade.
Com o objetivo de possibilitar  reflexão e mudança acerca destes paradigmas, foi realizado em 16 de setembro de 2016, o I Colóquio: “Olhares dos Voluntários Sobre as Diferentes Culturas” pela Associação Outro Olhar, Voluntários do Serviço de Voluntariado Europeu e Dirc - Departamento de Cultura da Unicentro.
O colóquio foi uma das atividades do projeto World Wise Web, de proposição da Associação Joint que tem como apoiador a União Europeia pelo Programa Erasmus +, e possibilitou a apresentação das experiências desenvolvidas junto as comunidades indígenas da etnia guarani por Jéssica Veerapen e Matteo Giacobazzi, fazendo uma forte reflexão sobre o que pensamos sobre as comunidades indígenas.
A quebra de estereótipos foi à palavra chave de ambos, que ao relatarem as suas expectativas mostraram também a sensibilidade e gratidão por terem conhecido uma cultura tão particular como a cultura Guarani.
Numa animada conversa colocaram seus pontos de vista, e foram enfáticos em dizer que: “os brasileiros, os guarapuavanos precisam estar abertos e quererem conhecer as diferentes etnias e culturas existentes na região”.  
E mais: “Não só conhecer, mas fazer parte dos espaços ofertados para diálogos e troca de saberes”.

O Colóquio foi um importante espaço para dialogarmos com os diferentes aspectos da cultura. E da mesma forma  nos fez crescer enquanto seres humanos,  nos dando uma visão de mundo mais ampla. Possibilitando um melhor entendimento de  que cada vez mais a herança cultural que temos é legado dos povos indígenas e que cada vez precisamos nos reaproximar da cultura e não querer muda-los.
Ainda tivemos a presença das voluntárias Duda Dalzoto e Rafaela Hyczy que nos contaram como foi passar uma temporada fora do Brasil desenvolvendo atividades voluntárias e como isso contribuiu no amadurecimento e percepção de mundo de ambas.

Olhar para as diferentes culturas, é olhar para a questão indígena na atualidade com uma visão geral, de quem é capaz e faz parte sim da sociedade com grande potencial e empoderamento. Seja de direitos, seja por ter orgulho de fazermos parte de uma cultura vasta, rica, colorida, de saberes e sabores que revelam a verdadeira identidade do povo brasileiro.

Por Silmara Apª Walendorff