Somos a Associação de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento Humano - Outro Olhar, fundada em 2008, a partir da ideologia e determinação de diversos profissionais de várias áreas do conhecimento com vasta experiência em projetos ligados ao terceiro setor.

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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A preocupação com o atendimento de saúde aos povos indígenas

       Durante a realização das visitas técnicas em aldeias do Paraná e Santa Catarina nos últimos meses, nos deparamos em muitas das comunidades atendidas com a ausência de profissionais e atendimentos na área saúde. Isto deve-se as mudanças realizadas pelo Governo Federal nesta área, anteriormente os serviços de saúde para os povos indígenas eram prestados pela Funasa - Fundação Nacional de Saúde que mantinha convênios com a Associação Rondon Brasil.
       Desde 2010 a saúde indígena vem passando por estruturações e criou-se a Secretaria Especial de Saúde Indígena – SESAI – área do Ministério da Saúde para coordenar e executar o processo de gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena em todo Território Nacional. A Sesai tem como missão principal a proteção, a promoção e a recuperação da saúde dos povos indígenas e exercer a gestão de saúde indígena, bem como orientar o desenvolvimento das ações de atenção integral à saúde indígena e de educação em saúde segundo as peculiaridades, o perfil epidemiológico e a condição sanitária de cada Distrito Sanitário Especial Indígena - DSEI, em consonância com as políticas e programas do Sistema Único de Saúde – SUS.
Cabe a Sesai coordenar e avaliar as ações de atenção à saúde no âmbito do Subsistema de Saúde Indígena; promoção, articulação e a integração com os setores governamentais e não governamentais que possuam interface com a atenção à saúde indígena. É responsabilidade da Secretaria também identificar, organizar e disseminar conhecimentos referentes à saúde indígena e estabelecer diretrizes e critérios para o planejamento, execução, monitoramento e avaliação das ações de saneamento ambiental e de edificações nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas.
Ressaltamos que, no momento, algumas indefinições acometem a população indígena, como por exemplo: em determinadas aldeias a população indígena deixa de ter seu atendimento na comunidade e precisa deslocar-se para a sede dos municípios, o que dificulta e restringe o atendimento. Segundo o Ministério da Saúde o atendimento aos povos indígenas deverá ser incorporado aos poucos ao atendimento prestado pelo SUS - Sistema Único de Saúde. Enquanto os trâmites legais para isso não acontecem, esperamos medidas emergenciais que amenizem a situação e atendam a todos com humanização e qualidade, pois em se tratando de saúde ninguém pode esperar e decidir o momento para adoecer.

Por: Silmara Ap. Walendorff – Assistente  Social

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Oficinas projeto Oindio: Cultura e Oportunidade na Rede

As atividades do projeto Oindio: Cultura e Oportunidade na Rede estão a todo vapor, destacamos a realização das oficinas de vídeo que aconteceram no final de outubro nas aldeias de Lebre e Añetete. O empenho e a motivação dos jovens tem sido primordial na realização das filmagens.
Salientamos a importância e a participação dos envolvidos em todas as fases do projeto, desde o planejamento das atividades, na escolha das lendas/histórias, na construção dos roteiros, tudo baseado na cultura Guarani.

Evidenciamos ainda a participação e o envolvimento dos professores, diretores e comunidade em geral nas oficinas, e assim tem ocorrido em todas as aldeias envolvidas diretamente no projeto oindio, ou seja, as comunidades de Limeira, Lebre, Palmeirinha do Iguaçu e Tekoha Añetete, estão de parabéns pelo comprometimento e pela escolha de suas lendas/histórias.
Sem dúvida as ações que estão sendo desenvolvidas são vistas como um importante meio de resgate e preservação da cultura Guarani. O uso das tecnologias de informação e comunicação tornou-se um forte instrumento e  aliado no processo de transformação social entre as comunidades guaranis. Além de demonstrar  para o mundo a cultura, serve também como um incentivo aos anciões das aldeias, que as utilizam para registrar e assim repassar às futuras gerações toda a sabedoria contida na etnia Guarani do Sul do Brasil.
Por: Silmara Ap. Walendorff - Equipe Outro Olhar

sábado, 22 de outubro de 2011

Batismo de Ervas: relatos de uma experiência

O respeito às diversas culturas é sinônimo de humanidade. Somos um planeta de uma riqueza cultural fantástica. Respeitar o diferente, compreender que não há melhores, que não há um único certo, é o que a humanidade está precisando aprender. Não é preciso que todos pensem iguais, que todos tenham as mesmas crenças; não é preciso dominar para impor; o que é preciso é respeitar.
A cultura indígena, principalmente a do Sul do Brasil, foi e é, incentivada a sua 'desconstrução', seja inicialmente pelas 'reduções jesuíticas', seja atualmente pela 'sociedade do consumo'. Nesse contexto, são de extrema importância as cerimônias tradicionas que algumas comunidades indígenas realizam.
Tive a oportunidade de acompanhar, na comunidade de Palmeirinha do Iguaçu, a cerimônia do Batismo de Ervas, agradeço a confiança da comunidade na equipe Outro Olhar, assim como o privilégio de poder participar e acompanhar toda a atividade, desde a sua preparação.
De acordo com as lideranças da comunidade, esta é a primeira das quatro cerimônias que se realizam durante o ano. São cerimônias de agradecimento, purificação e benção. Esta primeira chamada de Batismo de Ervas, acontece na primavera, tem como principal planta a erva-mate, que é colhida e sapecada pelos homens e moida e socada pelas mulheres. São dois dias de atividades e durante o segundo dia é realizado o batismo das crianças que ainda não receberam o nome guarani. A segunda cerimônia é realizada na colheita do milho, geralmente em janeiro; tem o milho e o mel como alimentos para o agradecimento à boa colheita. A terceira, das frutas, acontece quando da colheita da 'banana de mico'. E para encerrar o ciclo, realiza-se novamente a cerimônia com a erva mate. Acompanhar a cerimônia do batismo de ervas foi uma experiência ímpar, que palavras não conseguem traduzir.
É a cultura viva, a crença no Grande Espírito, o modo de ser de um povo sensível e sábio. O coração da comunidade, sua identidade.
Só tenho a agradecer ao Grande Espírito por permitir que meus olhos pudessem ser testemunhas e se abrir à beleza da vida, manifestada no modo de viver dos guaranis, assim como permitir que minha alma fosse envolvida pelos sentimentos desse povo. E mais uma vez, o agradecimento à comunidade de Palmeirinha do Iguaçu.
Por Sandra Konig - associada Outro Olhar

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Programa Indígena ITAKORA

Mais uma conquista da Outro Olhar, desta vez a notícia da aprovação do eixo Pernas do Programa Indígena ITAKORA surpreendeu a todos. Possibilitado pela Associação Shishu - Voluntariado Internacional de Rovereto e pela Conferência Epicospal da Itália, o sonho desde a formação da Outro Olhar, que almejava um  local para a realização das atividades de apoio, principalmente às comunidades da etnia Guarani, está sendo consolidado.

O programa Indígena ITAKORA irá comportar ações e atividades coordenadas para comunidades indígenas da etnia Guarani dos estados de Santa Catarina e Paraná, na região Sul do Brasil e está organizado em cinco eixos principais, sendo eles: Braços: geração de renda; Corpo: capacitação e formação; Pernas: estrutura física; Cabeça: cultura. Como linhas transversais a todos os eixos estão: Cidadania, organização, valorização étnica, conservação e preservação ambiental, oportunidade e informação. 
As ações iniciais serão desenvolvidas dentro das 9 comunidades indígenas Guarani pertencentes a Rede Solidária Popyguá e foram concebidas de acordo com demandas levantadas junto a cada comunidade pertencente a Rede.
Nós da Outro Olhar acreditamos muito no Programa Indígena Itakora e agradecemos a todos que não mediram esforços para que este sonho se concretizasse.
Agora mãos a obra e parabéns a Outro Olhar pela conquista!

Por: Equipe Outro Olhar

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Aldeia Lebre recebe visita de estudantes do Sesi

Durante visita técnica realizada pela equipe Outro Olhar na aldeia Lebre, tivemos a presença de duas estudantes do Colégio Sesi de Guarapuava - PR, as alunas Fernanda (1°ensino médio) e Jéssica (2°ensino médio), foram até a aldeia para conhecer a realidade dos indígenas Guaranis. A atividade surgiu através da disciplina de Geografia, que motivou as estudantes a conhecer uma cultura diferente, sendo escolhida a cultura Guarani e consequentemente a aldeia Lebre.

O trabalho com o título "Qual é a minha vibe?" proporcionaou as estudantes um dia diferente ao qual estão habituadas e possibilitou a realização de entrevistas com lideranças e Xamõi da aldeia, para melhor entendimento da cultura Guarani. Puderam ainda acompanhar a realização das oficinas de vídeo e teatro proporcionadas pelo projeto Oindio: cultura e oportunidade na rede. No final do dia todos estavam satisfeitos com a visita e as jovens com uma visão ampliada sobre a realidade indígena.
Parabenizamos as jovens estudantes pela inciativa, e desafiamos aos demais estudantes à realizarem atividades semelhantes, tanto em visitas às comunidades indígenas, quanto na periferia do seu próprio município, objetivando uma visão holística da realidade que os cerca, instigando a busca pelo conhecimento as diferentes culturas e realidades existentes.
 Por: Equipe Outro Olhar

Cerimônia do Batismo de Ervas

Está prevista para os dias 14 e 15 de outubro de 2011, a realização da cerimônia do Batismo de Ervas na aldeia Palmeirinha do Iguaçu. A cerimônia acontece todos os anos e desta vez por solicitação da comunidade, a cerimônia poderá ser filmada e registrada pela equipe Outro Olhar.
Na cerimônia os homens fazem a coleta da erva mate, depois sapecam as folhas no fogo, em seguida realizam dança de consagração e preparo, onde penduram as folhas no altar sagrado guarani.
As ervas permanecem durante a noite sob a realização de várias danças e cerimônias sagradas. No dia seguinte passam para a etapa do preparo do ritual pelas mulheres, que fazem a socagem das ervas no pilão.
Está cerimônia serve para purificar e afastar os maus espíritos da comunidade, é também uma maneira de manter e repassar para as gerações a cultura Guarani.
Toda a história do Batismo de Ervas, poderá ser acompanhada durante a I Mostra de Cultura e Arte Guarani, a ser realizada no 1° semestre de 2012.

Por: Equipe Outro Olhar

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Rede Solidária Popyguá conquistando espaço na CORESAN

No último dia 23 de setembro aconteceu na cidade de Guarapuava - Pr a Conferência Regional de Segurança Alimentar e Nutricional, durante o evento também ocorreu a eleição da CORESAN - Comissão Regional de Segurança Alimentar e Nutricional. Entre as instituições que concorriam a vaga, estava a Rede Solidária Popyguá, que foi representada por Nilson Tataendy Florentino, da aldeia Palmeirinha do Iguaçu. Ficando entre as 12 instituições que compõem a comissão.
Este é um espaço almejado desde a formação da Rede, desta forma a etnia Guarani está representada e fortalecida nas decisões e planejamentos direcionados a área da segurança alimentar e nutricional. Estamos em um momento de efetivar as discussões e com a representação garantida na tomada de decisões na comissão, entendemos que os povos indígenas Guaranis conquistaram um espaço de destaque no cenário regional.
Parabenizamos ao Nilson que defendeu a candidatura expondo os objetivos da organização, representando muito bem as demais aldeias integrantes da Rede Solidária Popyguá.
Em breve daremos destaque para as reuniões da CORESAN, que passarão a acontecer nos próximos dias.

Por: Equipe Outro Olhar