Somos a Associação de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento Humano - Outro Olhar, fundada em 2008, a partir da ideologia e determinação de diversos profissionais de várias áreas do conhecimento com vasta experiência em projetos ligados ao terceiro setor.

Bem Vindos ao nosso Espaço!

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Nossas Culturas, Nossos Territórios, Nossa Luta Comum

Na tarde do dia 25 de setembro mulheres de territórios diferentes, de culturas diferentes se reuniram, presencial e online para uma 'Roda de Conversa'.

Mulheres organizadas em coletivos e também mulheres sem um coletivo específico que dedicam sua vida a trabalhar as causas sociais, a saber: Movimento Jera Rete, Grupo Aty Miri, Coletivo Feminista Cláudia da Silva, Movimento das Mulheres Camponesas e Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia- CAPA Núcleo Verê/FLD.


A poesia de Lunamar Cristina deu o tom do encontro:
Flores Guardiãs
sementes pequenas
sementes que somos
semente não é só feijão e milho
semente é da flor, da alface é de gente
semente é renda e é comida…
semente é uma missão que as mulheres
fazem de forma aguerrida
imagina o que seria da vida
se não fossem as flores
de várias cores
de muitos sabores
imagina o que seria da vida
se não fossem as hortas e os quintais
trazendo comida de verdade
pro campo e pra cidade
imagina o que seria da vida
se não fossem as matas
e os povos que nelas vivem
e toda sabedoria que eles transmitem
há quem, a vida cultiva
há quem ela cuide
há quem veja no viver
a motivação para cada dia
a vida saída da terra
do ventre
a vida saída de tantas mulheres
e de tantas sementes
Mulheres que criam vida
com seus corpos, suas mentes, seus espíritos
que sopram sonhos e canções
que reconhecem o canto dos pássaros
e o mudar das estações
Mulheres guardiãs
sabedoras de como manter
como melhorar
como semear
seus alimentos
Mulheres guardiãs
que conhecem espécies de flores
de ervas, de animais e de tudo que vai no roçado
Mulheres guardiãs
que cultivam na mata, sua comida
suas medicinas, sua ancestralidade

 

Foto: Ara Ju

Na dinâmica da Roda, foram partilhados os gostos, os medos e as alegrias. Para Sandra Ara Ju, mesmo sendo de territórios diferentes, cidade, campo, terra indígena sobressai o ser mulher, o cuidado; de formas diferentes; na cidade o cuidado voltado para o entender, estudar e contribuir para o avanço dos direitos das mulheres e para uma sociedade sustentável; no rural, o cuidado com as plantas, com os direitos, com a vida da família; na aldeia o cuidado com a família, com a comunidade, com as plantas, com a terra, com o viver da cultura.

Floriana Jaxuka diz que se emocionou em perceber que os medos que ela sente, são também os medos de outras mulheres; que sentiu que momentos assim fazem bem; que precisam ter outros. Como é bom ser compreendida e acolhida.

Rafaela, a princípio, chegou tímida, cheia de receios sobre o que compartilhar, timidez essa que logo se transformou em esperança, concretizada em cada palavra e em cada identificação que rolava com as mulheres indígenas e camponesas. Poder se reunir e falar entre mulheres, no meio das árvores, entre crianças brincando, entre os animais sobre sentimentos que não somos permitidas falar no dia a dia por conta das correrias, das atividades, das obrigações é uma forma de cuidado mútuo. Em cada palavra compartilhada era nítido o olhar da outra que por algum momento também se sentiu assim. Somos diversas e isso é maravilhoso!!! Que possamos celebrar a nossa diversidade, as nossas diferenças, que possamos viver nesse mundo possível onde a vida é mais importante que qualquer coisa!

Para mim, Eliane, foi um dia super diferente do "normal" um dia especial. A troca entre mulheres tão "diferentes" mostra que as diferenças quase não existem. Oque mais me marcou foi a questão dos medos e o que eles representam. Um medo que parece tão simples, como o medo do escuro, na verdade é muito mais que isso, na verdade é o maior medo, porque o escuro representa muito, representa tudo...

Foi um dia que guardarei em minhas memórias. Estar entre mulheres, compartilhar sentimentos nos fortalece muito.

Foto: Eliane Gralak

Talita diz que foi uma tarde inspiradora e cheia de emoções, que nos deixou com um gostinho de “quero mais”. Onde nossas diferenças e nossas semelhanças puderam se misturaram em um “compartilhar”. Ao final, combinamos um novo encontro, o qual me deixa empolgada por saber que podemos continuar nossas trocas e ainda podendo somar mais mulheres na roda.

Para Lunamar, camponesa integrante do MMC e assessora técnica do CAPA-Verê, esse momento foi de uma simplicidade e força que só se vê quando mulheres se unem, quando somos capazes de pôr nossa escuta e nossa fala às outras, com respeito de saber que cada história, cada vivência, trará suas dimensões da vida, cada mulher como uma árvore de raízes profundas, se junta com suas semelhantes na busca de manter se viva e triunfante numa sociedade que se esqueceu como é ser natureza. Mulheres de diferentes realidades, mas de sonhos comuns, de medos em comum e de risadas compartilhadas, mulheres que em uma tarde de sábado se juntam para saber que nunca estamos sozinhas quando temos umas às outras.

Para mim, Sandra Marli da Rocha Rodrigues do Movimento de Mulheres Camponesas – MMC, foi um momento de partilha, diálogo, escuta, solidariedade, sororidade e fortalecimento. Vivemos tempos muito difíceis, onde a diversidade de vida está ainda mais ameaçada, e para fazer o enfrentamento e resistência as políticas de morte que o sistema capitalista, patriarcal e racista nos impõe, precisamos nos fortalecer coletivamente, estreitando os laços entre as mulheres do campo, das águas, das florestas e das cidades. E, nesse sentido, a roda de conversa foi uma sementeira com terra fértil onde semeamos as sementes dessa articulação entre as mulheres de vários territórios desse chão paranaense!

Que possamos construir mais espaços para sentir/pensar/construir o esperançar por dias melhores!

Sigamos de mãos dadas fortalecendo a luta em defesa da vida, todos os dias.

E para o encerramento, Sandra Marli apresentou um texto, adaptado por ela de um grupo chamado "magias de bruxa”:

LIBERTO-ME, LIBERTE-SE, LIBERTEMO-NOS!

Eu liberto meus pais do sentimento de que já falharam comigo.

Eu liberto meus filhos e minha filhas da necessidade de trazerem orgulho para mim; que possam escrever seus próprios caminhos de acordo com seus corações, que sussurram o tempo todo em seus ouvidos.

Eu liberto meu parceiro/parceira   da obrigação de me completar. Sou completa, não me falta nada, aprendo com todos os seres o tempo todo. Estou em permanente construção.

Agradeço aos meus avós e antepassados que se reuniram para que hoje eu respire a vida.

Libero-os das falhas do passado e dos desejos que não cumpriram, conscientes de que fizeram o melhor que puderam para resolver suas situações dentro da consciência que tinham naquele momento histórico. Eu os honro, os amo e os reconheço inocentes.

Eu me desnudo diante de seus olhos, por isso eles sabem que eu não escondo nem devo nada além de ser fiel a mim mesmo e à minha própria existência, que caminhando com a sabedoria do coração, estou ciente de que cumpro o meu projeto de vida, livre de lealdades familiares invisíveis e visíveis que possam perturbar minha Paz e Felicidade, que são minhas responsabilidades.

Eu renuncio ao papel de salvadora, de ser aquela que une ou cumpre as expectativas dos outros.

Aprendendo através do AMOR e da minha experiência e existência no mundo, eu abençoo minha essência, minha maneira de expressar, mesmo que alguém possa não me entender.

Eu entendo a mim mesma, porque só eu vivi e experimentei minha história; porque me conheço, sei quem sou, o que eu sinto, o que eu faço e por que faço.

Me respeito e me aprovo. Respeitando a minha individualidade, me fortaleço na coletividade.

Eu honro a Divindade, a espiritualidade em mim e em você, eu honro as diversas expressões de divindades e religiosidades das mulheres do campo, das águas, das florestas, das periferias, do MMC… Somos livres! Sejamos livres!

 

Texto feito à muitas mãos: Eliane Gralak, Floriana Jaxuka Rete Poty Martines, Lunamar Cristina, Rafaela Contessotto, Sandra Marli da Rocha Rodrigues, Sandra König, Talita Slota Kutz

Foto: Eliane Gralak


Veja também:
http://coletivoclaudiadasilva.blogspot.com/

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Impressões e reflexões de um nhemboaty, nhemongeta porã kunhangue reve

Impressões e Reflexões de um belo encontro entre mulheres

Conhecer para compreender e poder somar é a premissa para qualquer colaboração que pretenda ser genuína. O Coletivo Cláudia da Silva, sendo interseccional, procura se aproximar dos diferentes feminismos. E um deles é o feminismo indígena, quase nada conhecido por nós. Surgida a oportunidade, antes mesmo de leitura teóricas, estamos conseguindo realizar atividades com grupos de mulheres indígenas Guarani [Outro Olhar e Coletivo Cláudia da Silva].


No ano de 2020, Outro Olhar e Coletivo Cláudia da Silva, realizaram um mês de publicações com mulheres Guarani das aldeias da Rede Solidária Popyguá, como forma de mostrar e conhecer os rostos e as histórias; por entenderem que há uma invisibilidade estrutural. Junto a essas postagens foram realizadas rodas de conversas e ‘entrevistas’ online, durante todo o mês de setembro; foi lindo de ver, emocionante sentir as emoções decorrentes das lutas, da força, da resistência. E abriu ali uma possibilidade de seguir com as interações.

2021 iniciou ainda sob a pandemia que entra em período agora que a fome bate à porta de muitas famílias. Não é nosso objetivo principal fazer ações emergenciais nessa linha, porém diante da situação, não podemos nos omitir, então, quando possível, estamos arrecadando alimentos, roupas, produtos de higiene, limpeza que são doados para famílias em Guarapuava e algumas aldeias Guarani.

Através do Instituto C&A o Coletivo Cláudia da Silva conseguiu a doação de 80 cestas de alimentos, as quais foram distribuídas entre famílias em Guarapuava e as aldeias de: Monjolinho, Palmeirinha do Iguaçu, Amba Tenonde e Koe Ju Porã.

Seguindo na linha de conhecer um pouco mais as diferentes realidades, integrantes do Coletivo Cláudia da Silva e Outro Olhar organizaram uma atividade com as mulheres da aldeia guarani de Koe Ju Porã, TI Marrecas, município do Turvo. Esse encontro de bom acolhimento, partilhas foi extremamente gratificante.

Na conversa orientada por uma dinâmica, foi possível perceber que, apesar de o modo de viver ser diferente, há 'gostares' semelhantes: gostar de comer comidas preferidas; de ter, estar, conviver com a família e amigos; de ter atividades de lazer no nosso lugar de vida. Assim como os medos tem semelhanças: a situação atual do país; os rumos políticos; a perda de direitos; a violência do Estado e das pessoas; a falta de recursos e a fome. Para além dos medos e dificuldades, algumas alegrias comuns: ter a família próxima; conviver com amigos; ter os alimentos preferidos para comer; poder vivenciar para o fortalecimento da cultura, da língua materna, de ir na Opy’i; compartilhar bons momentos em grupo ou em comunidade.

Partindo dos pontos comuns, motivadas pela vontade latente de poder realizar ações para proporcionar alegria; ajudar a superar os medos e garantir direitos básicos e direitos à vida será realizada uma roda de conversa com outras duas aldeias: Palmeirinha do Iguaçu e Monjolinho, que contará também com representantes do Movimento das Mulheres Camponesas e das participantes do Coletivo Cláudia da Silva para conhecer, aproximar, interagir e construir caminhos conjuntos.

Por Para Katu - Tekoa Koe Ju Porã
Ara Ju - Outro Olhar

OBS:

Rede Solidária Popygua, aldeias participantes: Koe Ju Porã, Rio d’Areia, Palmeirinha do Iguaçu, Limeira, Pinhal, Tapixi, Ocoy, Vya Renda, Guaviraty, Kuaray Guatá Porã.
TI –Terra Indígena
Opy’i – Casa cerimonial Guarani






terça-feira, 24 de agosto de 2021

Mobilização Nacional Luta pela Vida

 Reunidos em Brasília de 22 a 28 de agosto estão 117 povos indígenas, aproximadamente 4mil pessoas de 20 estados diferentes, representando todas as regiões do país e mostrando toda a potência e diversidade dos povos originários na Mobilização Nacional Luta pela Vida!


Nilson Karai Tataendy Florentino nos relata desde o acampamento: Estamos aqui em Brasília, indígenas de todo o Brasil, aqui na Esplanada dos Ministérios do Governo Federal, lutando pelo direito nosso, para garantir nosso futuro, das crianças dos jovens. Estamos contra o PL 490 e contra o Marco Temporal, que no projeto do Governo Federal querem tirar nossos direitos. Amanhã terá o julgamento no STF [do Marco Temporal], se aprovarem essa lei a gente vai perder todos nossos direitos sobre a terra, estamos torcendo e lutando para que não seja aprovada essa lei.


É mais que tempo de a sociedade perceber a importância da luta dos povos originários, fundamentalmente pelo seu direito de existir; e ainda pelos ensinamentos e práticas de se organizar as sociedades com menos impacto no ambiente. Quando olhamos para o mapa ambiental, as TI são os locais mais preservados. Então, além de preservar o modo/direito próprio de se organizar econômica e socialmente, é uma contribuição fundamental para o planeta, entenda-se também seres humanos, manter o direito ao território, ao modo de vida dos povos originários.

Pelo respeito, pela vida dos povos originários e pela vida de todos no planeta, STF diga não ao Marco Temporal!
Aguyjevete!




Nilson Karai Tataendy Florentino
Representante CGY e Rede Solidária Popyguá

Sandra König
Outro Olhar

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Solidariedade também em Doação

 Estamos passando todos por dias que muitos jamais pensaram que poderiam existir. Percebemos, cada dia que passa, as grandes diferenças que existem em nossa sociedade e os efeitos que tem.
Para quem puder e tiver vontade, estamos abrindo para doações, podem ser em material ou também em recursos financeiros que serão destinados conforme a vontade do doador, nas condições que descreveremos a seguir.

Você pode colaborar/doar para as atividades da Outro Olhar:

* Destinando para todas/qualquer atividade da Outro Olhar, nesse caso, a doação será incorporada nas receitas e destinada a um, ou mais projetos, conforme a necessidade imediata. Você pode ver os projetos em execução na página deste blog http://aoutroolhar.blogspot.com/p/projetos.html

* Destinando para ações/campanhas direcionadas, a seguir as que estão abertas no momento:

                * Inverno Menos Frio 2021 - Arrecadação de cobertas, cobertores, mantas para as famílias mais necessitadas nas aldeias; o levantamento é realizado junto aos grupos que a Outro Olhar tem atuação. Podem ser doações em material ou em recurso financeiro. Assim como, a todo tempo são bem vindas doações de roupas, calçados, etc.

                * Apoio aos Grupos Culturais – grupos culturais são formados na maioria por jovens e adolescentes, que se reúnem nas Opy’i (casas de reza) para ouvir os ensinamentos dos Xamoi e Xary’i kuery (líderes espirituais), cantam e praticam algumas danças Guarani. Alguns cantos podem ser acessados no nosso canal no youtube aoutroolhar https://www.youtube.com/user/AOutroOlhar/

                               *Grupo Nhe'e Porã, tekoa de Palmeirinha do Iguaçu, com aproximadamente 26 participantes necessitam no momento de um violino, violão [com cordas de nylon] e indumentária para paramentar o grupo quando puder voltar as apresentações fora da tekoa. [Para a indumentária pedem tecido de algodão cru].

                               * Grupo Koe Ju Porã, tekoa de Tapixi, com aproximadamente 24 participantes necessitam no momento de indumentária para paramentar o grupo [para a indumentária pedem tecido de algodão cru], e gostariam de confeccionar camisetas com o nome do grupo.

Para doação em dinheiro depósito/Ted para conta corrente do banco Bradesco 237, Agência 424 e Conta corrente 57.904-1, Titular Associação de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento Humano – Outro Olhar, Cnpj 10.396.731/0001-51

Ou PIX aoutroolhar@gmail.com

E envia o comprovante pelo whatsapp +55 42 98402-1235 indicando o destino da doação que deseja.

 Para doação em material podem ser entregues na sede da Outro Olhar, contatar pelo whatsapp +55 42 98402-1235.

domingo, 22 de novembro de 2020

Assembleia Geral Ordinária da Outro Olhar

Neste ano a palavra foi 'adaptação', aguardamos o quanto foi possível, porém, como a pandemia continua e, nas ultimas semanas com número de contágios a crescer; a solução foi realizar, pela primeira vez, a Assembleia Geral de forma remota.
Não é a mesma coisa que presencial, mas deu certo! Gratidão a todos que participaram!
A seguir as imagens das apresentações e ao final, algumas imagens dos participantes.
Aguyjevete! Gratidão a quem faz parte dessa luta!


























sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Edital de Convocação para Assembleia Geral Ordinária

 A Associação de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento Humano – Outro Olhar, através da sua Diretora Presidente Sra. Sandra König, no uso de suas atribuições conforme prevê o Estatuto Social no artigo 19º, convoca a todos os associados para a Assembleia Geral Ordinária a ser realizada no dia 21 de novembro de 2020, em primeira convocação com a maioria dos associados às 15:00 horas, e em segunda convocação com qualquer número de associados às 15:30 horas; este ano, excepcionalmente, por conta da situação de saúde, pandemia, a Assembleia será online pelo google meet, em endereço a ser enviado por email e/ou whatsapp no dia da assembleia.

Tendo como pauta:

1) Relatório de Atividades 2020;

2) Eleição da Diretoria Executiva 2020-2022;

3) Assuntos Gerais.

Contamos com a participação de todos.

Atenciosamente,

Guarapuava, 06 de novembro de 2020.


Sandra König 
Diretora Presidente


 

 

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Campanha Kunhã regua em apoio ao Dia da Mulher Indígena - Rostos e Vozes Indígenas - setembro de 2020

🏹 01set20

Eu sou Francisca Jaxuka Rete Benite


Nasci na Tekoa Tapixi, no município de Nova Laranjeiras-PR, agora estou na Tekoa de Palmeirinha do Iguaçu; trabalho na agrofloresta, neste ano nós vamos trabalhar juntos com os xondaro e xondaria, plantar milho (avaxi ete'i)para cerimônia, eu quero ser sempre mbya Guarani...