Somos a Associação de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento Humano - Outro Olhar, fundada em 2008, a partir da ideologia e determinação de diversos profissionais de várias áreas do conhecimento com vasta experiência em projetos ligados ao terceiro setor.

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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Vivências do Voluntariado Local

A partir do dia 04 de outubro deste ano, a Outro Olhar firmou mais uma parceria, dando início ao trabalho voluntário local.
 Tendo em vista o desenvolvimento humano, a preservação da cultura indígena e o aperfeiçoamento do registro da memória dos povos guaranis através da utilização de fotos e vídeos, demos início às oficinas de captação de imagens.
Realizada inicialmente pelos voluntários Talita Prestes e Maxmillian Gomes Schreiner, dois alunos formados em Comunicação Social pela Unicentro, e Jessica Veerapen, do Serviço de Voluntariado Europeu, as oficinas já foram realizadas em quatro aldeias.

Na aldeia Vila Nova Tekoa Nhe'engatu, que está localizada na fronteira entre os estados do Paraná e Santa Catarina, nos municípios de Palmas e Aberlardo Luz, respectivamente, os voluntários, apoiados pela equipe técnica da Outro Olhar, falaram sobre a importância da memória e a utilização das fotos e vídeos como forma de disseminação de conhecimentos dos povos indígenas para as demais etnias e povos.
A partir da escolha dos temas elencados pelas pessoas que vivem na Tekoa Nhe'Engatu, forma divididos dois grupos. Em seguida os voluntários explicaram algumas técnicas de enquadramento e fotografia, para uma melhor qualidade nas imagens que seriam gravadas. Com o auxílio dos voluntários, os jovens guaranis iniciaram o processo de gravação do batismo da erva-mate (ka'a) na casa de reza (Opy'i), do roçado, da casa tradicional com paredes de varas e cobertura de taquara batida. Os jovens também gravaram alguns depoimentos e explicações, feitos na língua materna e em português.

Tekoa Nhe'engatu: primeira tekoa onde foi realizada a oficina, em 05/10/2016.

por Maxmillian Gomes Schreiner

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Conhecendo Minha Aldeia

Conhecendo Minha Aldeia é a temática da próxima Mostra de Cultura e Arte Guarani, a  ser apresentada em atividades de Interação Cultural que serão desenvolvidas no decorrer do ano de 2017.

As oficinas estão sendo desenvolvidas em parceria com a Voluntária Jessica Veerapen do SVE, do voluntário Maxmillian Gonçalves, também colaborou Talita Prestes.
Já aconteceram rodadas de oficinas nas aldeias de Nhe Engatu, Palmeirinha do Iguaçu, Koe Ju Porã. 
Estão sendo produzidos vídeos e fotografias que retratam os destaques o que cada aldeia tem, demonstrar a potencialidade turística de cada comunidade e assim gerar interesse na sociedade para um maior conhecimento sobre sua cultura Guarani. 


Por: Outro Olhar

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

I Colóquio: “Olhares dos Voluntários Sobre as Diferentes Culturas”


Por muito tempo os povos indígenas foram marginalizados e vistos como quem não poderia fazer parte da sociedade dita ‘civilizada’.
Tratados com uma visão estereotipada de que não poderiam participar dos processos decisórios.  Mesmo no que dizia respeito aos seus direitos e reivindicações, pré conceitos foram sendo formados e ainda permanecem em nossa sociedade.
Com o objetivo de possibilitar  reflexão e mudança acerca destes paradigmas, foi realizado em 16 de setembro de 2016, o I Colóquio: “Olhares dos Voluntários Sobre as Diferentes Culturas” pela Associação Outro Olhar, Voluntários do Serviço de Voluntariado Europeu e Dirc - Departamento de Cultura da Unicentro.
O colóquio foi uma das atividades do projeto World Wise Web, de proposição da Associação Joint que tem como apoiador a União Europeia pelo Programa Erasmus +, e possibilitou a apresentação das experiências desenvolvidas junto as comunidades indígenas da etnia guarani por Jéssica Veerapen e Matteo Giacobazzi, fazendo uma forte reflexão sobre o que pensamos sobre as comunidades indígenas.
A quebra de estereótipos foi à palavra chave de ambos, que ao relatarem as suas expectativas mostraram também a sensibilidade e gratidão por terem conhecido uma cultura tão particular como a cultura Guarani.
Numa animada conversa colocaram seus pontos de vista, e foram enfáticos em dizer que: “os brasileiros, os guarapuavanos precisam estar abertos e quererem conhecer as diferentes etnias e culturas existentes na região”.  
E mais: “Não só conhecer, mas fazer parte dos espaços ofertados para diálogos e troca de saberes”.

O Colóquio foi um importante espaço para dialogarmos com os diferentes aspectos da cultura. E da mesma forma  nos fez crescer enquanto seres humanos,  nos dando uma visão de mundo mais ampla. Possibilitando um melhor entendimento de  que cada vez mais a herança cultural que temos é legado dos povos indígenas e que cada vez precisamos nos reaproximar da cultura e não querer muda-los.
Ainda tivemos a presença das voluntárias Duda Dalzoto e Rafaela Hyczy que nos contaram como foi passar uma temporada fora do Brasil desenvolvendo atividades voluntárias e como isso contribuiu no amadurecimento e percepção de mundo de ambas.

Olhar para as diferentes culturas, é olhar para a questão indígena na atualidade com uma visão geral, de quem é capaz e faz parte sim da sociedade com grande potencial e empoderamento. Seja de direitos, seja por ter orgulho de fazermos parte de uma cultura vasta, rica, colorida, de saberes e sabores que revelam a verdadeira identidade do povo brasileiro.

Por Silmara Apª Walendorff


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Lançamento da Coleção de Biojoais - Guyra Jerojy


Com a chegada da primavera que além das belas flores, cheiro e sensações trás sons e magia através dos pássaros que encantam e habitam os mais belos cenários da natureza, em sua forma mais nobre.
Inspiradas na ave Tangará em guarani Guyra Jerojy, tanto nas cores (azul, preta e vermelha), quanto na beleza do canto e na leveza dos movimentos que seduzem a coleção de Biojoias e artesanato Guyra Jerojy foi sendo construída.
Pelas mãos habilidosas e sensíveis de mulheres fortes e determinadas as mais distintas peças de colares, brincos, pulseiras, anéis, cintos, tiaras, cortinas e cestos foram compondo o que poderemos apreciar em poucos instantes.
A mistura de sementes, cascas, fios e cipós combinados com a leveza da prata deram o tom e foram transformadas pelas artesãs em preciosidades que hoje compõem a coleção de Biojoais e Artesanato Guyra Jerojy.
A primeira coleção de Biojoias e Artesanato Guyra Jerojy são mais do que uma coleção. É uma nova forma de vermos o artesanato guarani e as artesãs.
O lançamento da coleção Gyura Jerojy, aconteceu na Unicentro em parceria com o Departamento de Cultura - Dirc.
Um dos momentos mais expressivos do evento, foi a apresentação da Dança do Guyra Jerojy - em português tangará, dançada pelas artesãs do Tembiapo, Guyra Jerojy, este que é também o nome da coleção.
https://www.youtube.com/watch?v=uX2uPO40oDo
Tivemos ainda a participação especial do coral de Palmeirinha do Iguaçu - Nhe' Miri, que lindamente pode ser acompanhado no link:  https://www.youtube.com/watch?v=x9P-BKIJfAE&t=56s
A coleção foi construída a partir da ideia de transformar e agregar mais valor aos produtos que já eram desenvolvidos pelas artesãs. Somente foram acrescentados alguns materiais em prata, para sofisticar o que era belo.
A Biojoia é um adorno produzido a partir de materiais extraídos da natureza, tais como sementes diversas, fibras naturais, casca conchas, madrepérola, capim, madeira, ossos, penas, escamas, cipós entre outros.  Associados ao ouro, a prata, as pedras preciosas e semipreciosas tem um valor agregado ainda maior.

ão criações artísticas, tipicamente brasileiras, que aproveitam a riqueza de cores, texturas e aromas da flora brasileira para o público feminino, principalmente.
Biojóias são produtos de alto valor agregado pela incorporação do conceito de desenvolvimento sustentável em sua matéria prima. Fonte: www.artevivabiojoias.com



terça-feira, 20 de setembro de 2016

Compartilhando Saberes - Oficina de Artesanato

Muitos foram os inscritos para a oficina de artesanato conduzida pelas artesãs do Tembiapo Flor, Inácia e Silmira, todas da Aldeia Palmeirinha do Iguaçu, Terra Indígena de Mangueirinha - Chopinzinho-PR.

A oficina foi realizada na tarde do dia 16 de setembro no hall de entrada da Unicentro, ao lado do Departamento de Cultura - Dirc e fez parte da programação de lançamento da Coleção Guyra Jerojy.

De longe ou de pertinho ver as "meninas" com seu jeito tímido, carismático e de muita dedicação conversando e explicando alguns "truques" para que uma boa peça seja produzida, fez voltar no tempo e lembrar de que algumas delas no início do projeto Ambiente Inteiro, de jeito algum, aceitariam fazer uma oficina. E agora vejam só, que maravilha!

Ver e poder participar de um momento tão especial foi emocionante!



Parabéns as artesãs e aos participantes!



Por: Equipe Outro Olhar


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Exposição A Boa Comida Guarani

A diversidade da gastronomia indígena está em destaque na exposição “A Boa Comida Guarani”, mostra que pode ser conferida no Hall de Exposições da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec), que fica no campus Santa Cruz, e reúne fotos e elementos que fazem um resgate da cultura desses povos indígenas.

http://www2.unicentro.br/noticias/2016/09/15/exposicao-reune-elementos-da-cultura-guarani-no-campus-santa-cruz-da-unicentro/

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Festa da Semente Crioula



Mais um grande momento de troca de sementes crioulas aconteceu no dia 28 de agosto no município de Mandirituba-PR, reunindo cerca de mil participantes entre camponeses, indígenas, quilombolas e comunidade em geral que transformaram o domingo quente em um  belo momento de partilha e confraternização.


O evento aconteceu na sede da ABAI, um local belo e de muita valorização das sementes crioulas, pois é onde está localizada a casa das sementes crioulas da região. Local onde muitos agricultores familiares se transformaram em guardiões de Sementes Crioulas.


A Outro Olhar e o Tembiapo participaram da festa com a feira do Artesanato e Óleos Essenciais, além da comercialização dos produtos, levamos e trocamos algumas sementes de milho Guarani, porungo, funcho, feijão por outras espécies que servirão para enriquecer as hortas e agroflorestas das aldeias.
Por Silmara Apª Walendorff