Somos a Associação de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento Humano - Outro Olhar, fundada em 2008, a partir da ideologia e determinação de diversos profissionais de várias áreas do conhecimento com vasta experiência em projetos ligados ao terceiro setor.

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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Segurança Alimentar e Nutricional - SAN

Foi realizada em 1º de julho de 2011 a I Conferência Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional de Guarapuava, na programação a realização da palestra com Werner Fucks com o tema "Alimentação Saudável: direito de todos". Nos trabalhos de grupo os eixos norteadores foram: Avanços, ameaças, perspectivas para a efetivação do direito humano à alimentação adequada e saudável e da soberania alimentar; Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional; Sistema e Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.
Entre os participantes, representantes da sociedade civil, do ministério público, entidades governamentais, pastorais, entre outros. Também foram realizadas apresentações artísticas pelos alunos do Centro Educacional João Paulo II do projeto "Revelando Talentos", que apresentaram músicas instrumentais e danças.
As discussões foram marcadas pela preocupação e elaboração de novas propostas que amenizem e evidenciem a Segurança Nutricional e Alimentar - SAN na vida de todos, sendo um assunto que merece destaque e um olhar mais amplo por todos os setores da sociedade. Essas propostas deverão ser retomadas na Conferência Regional que acontecerá no dia 28 de julho de 2011 em Guarapuava.


Mas afinal o que é SAN - Segurança Alimentar e Nutricional?
Segundo a Política e Sistema de Segurança Alimentar do estado do Paraná, SAN evolui na medida em que avança a história da humanidade e alteram-se a organização social e as relações de poder em uma sociedade. O termo segurança alimentar passou a ser utilizado na Europa, com estreita ligação com o conceito de segurança nacional e com a capacidade de cada país produzir a sua própria alimentação de forma a não ficar vulnerável a possíveis embargos, cercos ou boicotes a razões políticas ou militares.
No Brasil o conceito vem sendo debatido há pelo menos 20 anos, o que é considerado muito pouco tempo, e da mesma forma sofre alterações em função da própria história do homem e das sociedades.
Entende-se segurança alimentar como sendo "a garantia, a todos, de condições de acesso a alimentos básicos de qualidade, em quantidades suficiente, de modo permanente e sem comprometer o acesso a outras necessidades básicas, com base em práticas alimentares que possibilitem a saudável reprodução do organismo humano, contribuindo assim, para uma existência digna". A alimentação adequada é um direito do ser humano e, segundo a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional - LOSAN cabe ao poder público assegurá-lo. Para garantir a segurança alimentar e nutricional, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) adota políticas de ampliação do acesso aos alimentos, combinando programas e ações de apoio à agricultura tradicional e familiar de base agroecológica e cooperativa, além da implantação de uma ampla Rede de Segurança Alimentar e Nutricional.
Dentro desse propósito, as políticas públicas garantem o acesso regular e permanente a alimentos, inclusive a água, de qualidade e em quantidade suficiente para uma vida saudável.
Essas políticas estão voltadas a todos os cidadãos, particularmente à população em situação de vulnerabilidade social e os povos e comunidades tradicionais.
Por Silmara Ap. Wallendorff - assistente social e associada Outro Olhar

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Jogos Teatrais com Jovens e Adolescentes em Pinhalzinho

O teatro, como espaço de desenvolvimento social, traz felicidade, ajuda-nos a conhecermos a nós mesmos e ao nosso tempo. Para poder melhor conhecer o mundo que habitamos, para que possamos transformá-lo da melhor maneira. O teatro é uma forma de conhecimento e deve ser também um meio de transformar a sociedade. Pode nos ajudar a construir o futuro, em vez de mansamente esperarmos por ele.
Se concordarmos com a ideia de que todos os seres humanos são atores, porque agem, e espectadores porque observam, um grupo de teatro poderá ser um espaço criativo onde através de técnicas teatrais-cênicas os atores são incentivados a desenvolver a expressão e compreensão própria em sintonia com o crescimento do grupo.
A partir dessa concepção, estão sendo realizadas oficinas de jogos teatrais com um grupo de jovens e adolescentes da comunidade indígena de Pinhalzinho - SC, com o propósito de, através do teatro, esse grupo ser um espaço social e de desenvolvimento pessoal, uma vez que, a temática de construção das cenas é definida pelos adolescentes e jovens, que trabalham a sua realidade, seus conflitos pessoais, os conflitos familiares e sociais.
No dia 23 de junho foi realizada a segunda oficina com o grupo e foram trabalhados exercícios e jogos de aquecimento, desenvoltura corporal, respiração, presença de palco e improvisação. Chegando ao final do dia com um bom esboço dos temas a serem transformados em peça teatral, que posteriormente será apresentada à comunidade local e sociedade em geral.
Por: Sandra König - Oficineira e associada Outro Olhar

terça-feira, 28 de junho de 2011

Avaliação do Projeto Fortalecer: Compartilhando Oportunidades

O projeto Fortalecer: Compartilhando Oportunidades executado pelo Centro de Formação Juan Diego em parceria com a Outro Olhar e que tem o apoio do Instituto Oi Futuro está chegando a sua fase final. E está no momento de avaliação do conjunto de projetos desenvolvidos pela Outro Olhar e pelo Juan Diego junto as comunidades de Tekoha Añetete, Lebre, Pinhalzinho, Limeira e Kuaraí Quatá Porã.
O projeto Fortalecer contribuiu de forma significativa para o bom desenvolvimento das atividades do projeto Criando Soluções que fomentou a criação e estruturação da Rede Solidária Popyguá e também a geração de renda e autoconsumo com experiências de criação de pequenos animais: abelhas nativas, galinhas caipira e cabras. Assim como, foi importante para a execução das atividades do projeto Gerando Melhoria de Qualidade de Vida que possibilitou o desenvolvimento do Método IFC: Indivíduo, Família e Comunidade - Uma abordagem solidária, para trabalhar principalmente as questões ligadas ao consumo de álcool nas comunidades indígenas. Ambos os projetos são executados pela Outro Olhar e apoiados pela Shishu - Associação de Voluntariado Internacional, da Itália.

Em Pinhalzinho uma das famílias visitadas foi a da Sra. Maria Eva Martins e do seu irmão Germano Martins, que participam do grupo de terapia comunitária Vida Feliz e incentivados pelas atividades do pomar comunitário implantado na aldeia, implantaram seu própio pomar.
Para proteger do frio as mudas plantadas no pomar comunitário em abril, o grupo se organizou e cobriu as plantas com material orgânico, demonstrando cuidado e preocupação com as espécies, assim como, construirão uma cerca em torno do pomar, para evitar a entrada de animais. O material para a cerca foi conseguido através da parceria com o CRAS de Ipuaçu-SC.

sábado, 18 de junho de 2011

Terra Madre Indígena

Está acontecendo na Suécia até dia 19 de junho o Terra Madre Indígena. Em Jokkmokk, terra dos Sami, estão sendo discutidas questões associadas ao clima, ao alimento, ao saber tradicional indígena e à importância de salvaguardar a agrobiodiversidade na ótica da filosofia do Slow Food.

No evento estão presentes representantes indígenas da rede do Terra Madre provenientes de todo o mundo. E a Rede Solidária Popyguá está representada pela Juçara Elza Hennerich, diretora presidente da Outro Olhar, que auxiliou na fundação da Rede Solidária Popyguá e a apoia até hoje.

Juçara compartilha que "tudo que estou vendo aqui em Jokkmokk é uma experiência incrível, me faz ter certeza que somos apenas uma estrelinha na via láctea, mas também que toda estrelinha tem seu espaço e sua responsabilidade na luz do universo". A foto do Sol da Meia Noite foi tirada exatamente à 00:10h, "aqui não faz noite nesta época do ano, é incrível, confuso, inacreditável", diz Juçara.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Economia Solidária

Pense em um jeito de produzir, de vender, de consumir produtos, de oferecer e receber crédito, onde as pessoas não são movidas pela ganância, mas pelo desejo de que não haja ninguém excluído, de que todos possam viver bem.
Agora pense em uma outra economia, onde em vez de individualismo, há união; em vez de competição, há cooperação; em vez de indiferença, há solidariedade; onde, no lugar da devastação do meio ambiente, há o cuidado com a natureza; e no lugar do autoritarismo de chefes ou patrões, há democracia com todos decidindo juntos e compartilhando igualmente o que se ganha ou se perde.
Esta é a imagem que se projeta da Economia Solidária, que vem crescendo em nosso país e traz a promessa de um futuro mais justo e feliz para as novas gerações.

Princípios da Economia Solidária
Autogestão - os trabalhadores não estão mais subordinados a um patrão e tomam suas próprias decisões de forma coletiva e participativa.
Democracia - a Economia Solidária age como uma força de transformação estrutural das relações econômicas, democratizando-as, pois o trabalho não fica mais subordinado ao capital.
Centralidade do ser humano - as pessoas são o mais importante, não o lucro. A finalidade maior da atividade econômica é garantir a satisfação plena das necessidades de todos e todas.
Valorização da diversidade - reconhecimento do lugar fundamental da mulher e do feminino e a valorização da diversidade, sem discriminação de crença, cor ou opção sexual.
Justiça social - na produção, comercialização, consumo, financiamento e desenvolvimento tecnológico, com vistas à promoção do bem viver do coletivo.
Cuidado com o meio ambiente e responsabilidade com as gerações futuras - o desenvolvimento ecologicamente sustentável, socialmente justo e economicamente dinâmico, estimula a criação de elos entre os que produzem, os que financiam a produção, os que comercializam os produtos e os que consomem.

Contribuição da associada Silmara Walendorff
Disponível em: http://www.adrianoventura.com.br/default.asp?noticia=575. Acessado em 11 de abril de 2011

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Identidade

Na sociedade, entre as muitas coisas que estão diminuindo, acho que uma das mais importantes é a identidade.
Identidade significa entender quem somos, entender a história de onde viemos, isto é, entender as nossas origens. Entender que quando chegamos ao mundo, buscamos saber o que nos caracteriza e que nos diferencia um dos outros.
Eu sei quem sou quando entendo o que tenho de único e que me diferencia do outro.
Estas características são únicas, mas podem pertencer também a um grupo de pessoas, como por exemplo, as etnias.
Características que são as mesmas para o grupo, identifica quem o grupo é, sendo diferenciado pela sua cultura, pelos costumes e tradições específicos de cada etnia, permitindo desta forma a minha identificação e a diferenciação das demais. Dando um sentido de prevalência a algo que no fundo esta em mim.
A diversidade é grande riqueza e sem esta arrisco a me transformar em algo onde não identifico realmente o que sou.
Alessio Potrich

sexta-feira, 15 de abril de 2011

História do Dia do Índio

Comemoramos todos os anos, no dia 19 de Abril o Dia do Índio. Esta data comemorativa foi criada em 1943 pelo presidente Getúlio Vargas através do decreto lei número 5.540. Mas por que foi escolhido o 19 de abril?

Origem da data
Para entendermos a data, devemos voltar para 1940. Neste ano, foi realizado no México, o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Além de contar com a participação de diversas autoridades governamentais dos países da América, vários líderes indígenas deste continente foram convidados para participarem das reuniões e decisões. Porém, os índios não compareceram nos primeiros dias do evento, pois estavam preocupados e temerosos. Este comportamento era compreensível, pois os índios há séculos estavam sendo perseguidos, agredidos e dizimados pelos 'homens brancos'.
No entanto, após algumas reuniões e reflexões, diversos líderes indígenas resolveram participar, após entenderem a importância daquele momento histórico. Esta participação ocorreu no dia 19 de abril, que depois foi escolhida, no continente americano, como o Dia do Índio.

Comemorações e importância da data
Neste dia do ano ocorrem vários eventos dedicados à valorização da cultura indígena. Nas escolas os alunos costumam fazer pesquisas sobre a cultura indígena, os museus fazem exposições e os municípios organizam festas comemorativas. Deve ser também um dia de reflexão sobre a importância da preservação dos povos indígenas, da manutenção de suas terras e respeito às suas manifestações culturais.
Devemos lembrar também que os índios já habitavam nosso país quando os portugueses aqui chegaram em 1500. Desde esta data, o que vimos foi o desrespeito e a diminuição das populações indígenas. Este processo ainda ocorre, pois com a mineração, extração de madeira e a exploração dos recursos naturais, muitos povos indígenas estão perdendo suas terras.
Contribuição da associada Silmara Walendorff