Somos a Associação de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento Humano - Outro Olhar, fundada em 2008, a partir da ideologia e determinação de diversos profissionais de várias áreas do conhecimento com vasta experiência em projetos ligados ao terceiro setor.

Bem Vindos ao nosso Espaço!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Primeira fase Formado em Rede


Entre os dias 23 e 27 de julho de 2012 aconteceu a primeira fase do projeto Formando em Rede, participaram 16 jovens das oito aldeias que compõem a Rede Solidária Popyguá. Foram dias de muito trabalho e dedicação, em que foram trabalhados temas relacionados a História Indígena, Legislação, Políticas Públicas, Oficinas de Fotografia, Vídeo e Informática e finalizado com Metodologias de Pesquisa, para que os jovens tenham ferramentas para desenvolverem pesquisa sobre a história de sua aldeia.
O projeto Formando em Rede tem o apoio da Associação de Voluntariado Internacional - Shishu e da CEI- Conferência Episcopal Italiana, contamos ainda com parcerias locais da Faculdade Guarapuava, Funai - Coordenação Regional de Chapecó e local de Guarapuava, e ainda com a Associação Joint e Centro de Formação Juan Diego. Além da participação de representenates destas entidades contamos com a participação do Coordenador do Caop Drº Bueno.

Nosso muito obrigado aos parceiros, amigos e colaboradores!

Um abraço especial aos jovens e suas comunidades por aceitarem este desafio.

A próxima fase acontecerá de 24 a 28 de setembro.


 Equipe Outro Olhar.
Guarapuava - Pr

quinta-feira, 26 de julho de 2012

O céu estrelado da aldeia

Quando demos carona a Adenilson para o colégio da Ibema ele falou da possibilidade de irmos à Koẽ Jú Porã no fim de semana, onde estava organizada uma visita da aldeia Lebre para um jogo de futebol entre duas equipes guaranis. Nossos olhos se iluminaram e começamos a fazer perguntas se era certo se podíamos ir no dia seguinte, porque não acreditamos quando ele falou.
Compreendemos imediatamente a riqueza da oportunidade de passar um dia e uma noite sozinhos com as duas comunidades para viver juntos este momento de encontro.
Chegamos sábado (30/06/2012) depois do almoço na terra indígena graças a uma carona que nosso bom amigo de Turvo nos deu. Andando, entramos na Aldeia e vimos primeiramente o campo de futebol. Veio nos encontrar a filha mais velha do cacique, mas com um pouco de receio por sermos estrangeiros. Seguimos ela a fim de encontrar seu pai que estava vendo o jogo junto com o Xamoi da aldeia Lebre. Então as equipes das duas aldeias estavam jogando bola.
Levamos conosco doces para as crianças, mas todo mundo gostou!! Ficamos vendo todo o jogo ao lado do cacique e Xamoi quase como sendo um ritual da entrada na aldeia para ser aceito e visto pelas duas comunidades. Terminando o jogo foi o momento para jogarmos juntos com os meninos de Koe Ju Porã contra os meninos de Lebre. Muito felizes jogamos com eles. Depois foi o horário do jogo das meninas muito guerreiras. Continuamos a jogar com todo mundo que não queria parar até o pôr do sol.
À noite sob um enorme céu estrelado, subimos até onde Adenilson, o filho do cacique, mora. Ele é também o secretário da escola indígena de Koe Ju Porã. Agradecemos a sua hospitalidade e tomamos um banho. Jantamos todos juntos com a família e todos os parentes que o visitavam e nos sentimos verdadeiramente como parte da família. Quando saímos ficamos encantados com o espetáculo da natureza da noite na aldeia. Então que andamos por pequenas ruas da aldeia, e neste clima mágico descobrimos o significado do nome da aldeia em guarani e ao mesmo tempo entendemos e compreendemos o significado: “Koe Ju Porã” “lugar bonito onde nasce o sol” e mesmo os nossos nomes em guarani “Xapatu” e “Yr”. Neste momento nós nos sentimos parte da comunidade. Todo mundo foi à escola onde tomamos um pouco de uma sopa ótima e quente. À noite, na aldeia tão bonita quanto fria, nos esquentamos jogando e dançando com as crianças.
Conversando com “a gente”, descobrimos muitas coisas do cotidiano da aldeia e também fizemos amizade. Descobrimos que a tradição diz que o sangue dos índios é mais vermelho e por isto os índios são fisicamente mais fortes e resistentes. A música continuou até tarde da noite, apenas alguns excessos que não precisariam haver em uma aldeia guarani.
Cansados do dia muito bonito, mas intenso, vimos pela última vez o céu grande e iluminado: o céu da aldeia, e fomos dormir.
De manhã, nos levantamos com o sol quente em frente da escola, mas já estava na hora de voltar, porque nossa carona estava nos esperando, mas já sabíamos que havíamos criado uma forte amizade com as crianças, homens e mulheres que não esqueceremos jamais, tampouco aquele imenso céu. Somente até logo Koe Ju Porã!
Por Stefano Scarpa e Mahio Campanella

quarta-feira, 25 de julho de 2012

CEPIAL- “2 Gringos representam a Outro Olhar”


O compromisso de representar a Outro Olhar na capital do Estado nos dias 15 a 20 de julho, no evento Internacional foi uma grande responsabilidade para nós, mas foi uma oportunidade de fazer um intercâmbio dentro do intercambio para “os gringos”.
No começo não ficamos felizes com a nossa participação no III C.E.P.I.A.L. (Congresso de Cultura e Educação para Integração da América Latina). Certamente porque precisava falar em frente de muitas pessoas para apresentar o projeto OINDIO e ainda nosso português não é “perfeito”; e também porque achávamos que fosse mais importante utilizar este tempo para visitar as aldeias, fazer oficinas de teatro o outras atividades com as comunidades.  
Foi necessário participar do primeiro dia com a mostra de fotos no Prédio Histórico da UFPR e com a projeção dos curtas de 4 aldeias, que participaram do projeto, no Teatro Mini Guaira para compreendermos a potencialidade deste encontro. Relacionar-se com pessoas que gostam e trabalham com tema da cultura e integração cria uma rede de contatos, ideias e também conhecimento reciproco.
O clima festivo e de cooperação que encontramos com o primeiro contato durante o Carnaval dos Povos da América Latina no domingo, na inauguração do congresso, durou todos os dias da semana e não se fez sentir o frio destes dias curitibanos.
A mostra das fotos que montamos no prédio histórico foi um sucesso de público devido a grande curiosidade das pessoas pelos povos indígenas, e mesmo pelo lugar que estava, em frente da entrada do auditório onde muitas pessoas passavam e paravam para ver a mostra. Neste momento nós pudemos fazer a publicidade do horário da projeção dos curtas... dois horários no dia. Mas a troca mais grande e interessante foi ao final da projeção dos filmes, em que foram as perguntas de estudantes, professores e gente comum  sobre a realização do projeto. Em particular foram perguntas antropológicas e mesmo de técnica cinematográfica, mas todas às vezes a conversa foi um contato, um encontro de “outros olhares”.
Graças a “Arpin Sul” que nos acompanhou todos os dias pudemos apresenta e explicar da melhor maneira. Em particular Lucas Cabañas foi um ótimo colega e ainda mais, um amigo que nos acompanhou todos os dias e mais, nos fez assistir alguns dos melhores eventos do congresso e mesmo, conhecer alguns maravilhosos lugares da cidade. O Cepial foi capaz de realizar a difícil tarefa de trazer um pouco da cultura de cada país da América Latina por alguns dias em Curitiba.
O mérito especial foi da organização e do trabalho de todas as pessoas, como a Rosana, o João e a todas as pessoas que participaram e contribuíram de maneira ativa deste clima maravilhoso de mudança em direção à uma sociedade que traga a cultura, a identidade e a convivência dos povos ao centro da vida no território da América do Sul.
Tudo isto se fez compreender que a visibilidade que ganhou o trabalho da Outro Olhar é tão importante quanto o trabalho direto nas comunidades, porque se a gente não conhece uma cultura e uma tradição que vive no mesmo território não pode respeitá-la.
Aprendemos, vimos, ouvimos musica, historia, cores e tradições nestes dias cansativos e cheios de atividades; mas o tempo que estivemos junto com as pessoas que acreditam verdadeiramente que o mundo e uma sociedade melhor e diferente pode existir foi a nossa recompensa.
Stefano Scarpa e Mahio Campanella – Voluntário Joint

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Projeto Formando em Rede


O projeto prevê um amplo esforço para capacitar os jovens indígenas da etnia Guarani em questões de organização e planejamento, sendo inicialmente dois jovens de cada uma das aldeias participantes da Rede Solidária Popyguá (um do sexo masculino e outro do sexo feminino), a saber: Limeira (município de Entre Rios/SC), Ocoy (município de São Miguel do Iguaçu/PR), Añetete (município de Diamante d’Oeste), Tapixi [Lebre] (município de Nova Laranjeiras/PR), Pindoty [Palmeirinha do Iguaçu] (município de Chopinzinho/PR), Rio d’Areia (município de Inácio Martins/PR), Koẽ Ju Porã (município de Turvo/PR) e Kuaray Guatá Porã (município de Guaraqueçaba/PR) totalizando 16 participantes, com idade entre 16 e 29 anos. Que participarão de quatro módulos realizados em Guarapuava, com duração de quatro dias cada módulo, totalizando 16 dias de curso, além das atividades que realizarão nas aldeias.
O objetivo é criar um novo conceito de desenvolvimento junto às comunidades indígenas, a partir da consciência de seus potenciais bem como de seus limites e, no final do caminho, levando as propostas de desenvolvimento sustentável e implementação da mesma.
O projeto Formando em Rede será realizado pela Outro Olhar tendo o apoio da Conferência Episcopal da Itália, Associação Shishu de Voluntariado Internacional. São parceiros locais: Faculdade Guarapuava, Funai - Coordenação  Regional de Chapecó- SC e local de Guarapuava-PR e Associação Joint.
A primeira fase acontecerá de 23 a 27 de julho, junto ao Centro de Formação Juan Diego.

domingo, 24 de junho de 2012

Jovens de Ocoy apresentam sua aldeia

No mês de abril durante as atividades do projeto Oindio, realizado pela Outro Olhar e apoiado pelo Oi Futuro, os jovens da aldeia de Ocoy, localizada no município de São Miguel do Iguaçu/PR, com uma câmera de mão fizeram imagens da sua aldeia, com o objetivo de mostrar aos demais o seu local de vida sob a ótica jovem.
A edição foi feita por Stefano Scarpa e Mahio Campanella, jovens participantes do serviço voluntário europeu que estão acompanhando o trabalho da Outro Olhar em projeto com a parceria da Joint. Abaixo, no vídeo, o resultado do trabalho.


Equipe Outro Olhar

terça-feira, 12 de junho de 2012

A Descoberta


Esta viagem começou em Milão onde nós pegamos o voo, plenos de ideias e curiosidades pelo projeto. Camilla e Anaïs tinham nos contado algumas coisas e nossa imaginação fez o resto. Mas não podíamos imaginar os olhares das crianças indígenas que sorriam para nós.
A chegada em solo brasileiro foi uma descorberta cultural mas o encontro com as comunidades indígenas foi uma nova descoberta.
Estando prontos para esta aventura Camilla e Anaïs nos passaram suas experiências e emoções que passaram juntas na casa que chamaram de “Bom Lugar” onde moraram por três meses. Além disso, Sandra e Silmara que são responsáveis pela Outro Olhar, nos falaram mais do projeto e da vida dentro das comunidades; mas isto não satisfez nossa fome de curiosidade. Nosso nível de portugues não permitiu total compreensão dos fatos mas o que não compreendemos em teoria encontramos na prática.
O primeiro trabalho foi desmontar a exposição de fotos montada na Faculdades Guarapuava para depois prepará-la e levá-la a todas as aldeias no primeiro mês. Palmerinha do Iguaçu e sua escola indígena foram as primeiras que nós visitamos e foi também diferente porque, além de encontrar as crianças que nos olhavam com curiosidade e desconfiança, assistimos a um momento de vida da comunidade em reunião com o grande cacique Kaingang responsável por mais aldeias da terra indígena de Mangueirinha.
Em seguida viajamos por outras quatro aldeias: Limeira, Rio D’Areia, Lebre e por fim Koẽ Jú Porã; onde mostramos as fotos e as projeções de vídeo com os curtas metragem feitos pelos grupos de meninos de diferentes aldeias que participaram do projeto Oindio. Em Lebre e Limeira entrevistamos e gravamos um vídeo com vários meninos para saber suas impressões sobre o projeto.
Em todas as aldeais foi característico o impacto com as crianças cujo primero contato fizemos com jogos e depois dando aos meninos e as meninas a possibilidade de tirar fotos com nossas máquinas fotográficas. O resultato e a resposta das crianças foi ótima com as fotos que reproduziram a verdadeira expressão da comunidade.
Em todas as aldeias as exposições foram feitas nas escolas e observamos que existiu uma diferença em Limeira porque trocando o lugar onde as atividades eram feitas na «Casa de reza» o espírito e envolvimento foi maior, porque mesmo pelos adultos o novo lugar inspirava mais a participação e comprometimento.
Participamos do «I Simpósio de Desenvolvimento Territorial da Cantuquiriguaçu» em Laranjeras do Sul onde pudemos assistir à conferência e uma apresentação de dança Kaingang.
Realmente este primeiro mês foi um período de obsevação e pesquisa de um primero contato e recíproco conhecimento. Agora prepararemos as oficinas de teatro e vídeo e as atividades para as próximas visitas, para isso, nos inspiramos nas oficinas de Camilla e Anaïs, com as quais montamos o vídeo institucional com as imagens mais interessantes que podem ser vistas no blog.
A descoberta continua…
Mahio e Stefano – Voluntários do programa SVE/Joint

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Visita na Aldeia de Tapixi


Há cerca de um ano conheci e comecei a ler pela internet sobre o trabalho que a Outro Olhar desenvolve com as comunidades indígenas Guarani e Kaingang no Paraná e em Santa Catarina, para o enriquecimento e retorno às suas tradições.
Após uma visita à exposição sobre a Cultura Guarani em Guarapuava, fui convidada pela Outro Olhar para participar de uma visita à Aldeia Lebre, em Nova Laranjeiras, que fizemos no dia 24 de Maio, com a Sandra, diretora da Outro Olhar, a assistente social Silmara e os voluntários europeus Maiho e Stefano, para apresentação na aldeia das fotos e filmes que foram feitos pelas comunidades participantes do projeto Oindio, para a I Mostra de Cultura e Arte Guarani organizada pela associação.

A exposição foi montada na escola da aldeia e apesar do dia chuvoso algumas pessoas saíram de casa para visitá-la, além de contarmos com a presença dos alunos e funcionários da escola. 
Pessoalmente foi uma experiência muito enriquecedora, pois eu nunca tinha visitado uma aldeia indígena, embora tenha raízes indígenas. No mundo indígena sentimos a harmonia com o redor e o momento, senti de todos uma calma e simpatia naturais.
Vimos algumas crianças se reconhecerem nas fotos expostas, e era latente o interesse e a satisfação durante a exibição do curta criado pela comunidade, "O Lobisomem", que retratou uma história com um pouco da sua tradição e costumes. Todos nos deliciamos assistindo aos filmes das outras aldeias e a comunidade demonstrou bons sentimentos em valorizar internamente e para fora, as suas tradições e cultura através do trabalho com a associação.
As fotos, vídeos de todas as aldeias e todo o trabalho resultaram numa exposição de grande qualidade, espontaneidade e coração na execução.
Foi um dia e experiência belíssimos, sou muito grata à comunidade e à associação pela oportunidade de os conhecer, confraternizar e participar desta atividade.
Juliana Soares – Guarapuava/PR