Somos a Associação de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento Humano - Outro Olhar, fundada em 2008, a partir da ideologia e determinação de diversos profissionais de várias áreas do conhecimento com vasta experiência em projetos ligados ao terceiro setor.

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terça-feira, 14 de setembro de 2021

Impressões e reflexões de um nhemboaty, nhemongeta porã kunhangue reve

Impressões e Reflexões de um belo encontro entre mulheres

Conhecer para compreender e poder somar é a premissa para qualquer colaboração que pretenda ser genuína. O Coletivo Cláudia da Silva, sendo interseccional, procura se aproximar dos diferentes feminismos. E um deles é o feminismo indígena, quase nada conhecido por nós. Surgida a oportunidade, antes mesmo de leitura teóricas, estamos conseguindo realizar atividades com grupos de mulheres indígenas Guarani [Outro Olhar e Coletivo Cláudia da Silva].


No ano de 2020, Outro Olhar e Coletivo Cláudia da Silva, realizaram um mês de publicações com mulheres Guarani das aldeias da Rede Solidária Popyguá, como forma de mostrar e conhecer os rostos e as histórias; por entenderem que há uma invisibilidade estrutural. Junto a essas postagens foram realizadas rodas de conversas e ‘entrevistas’ online, durante todo o mês de setembro; foi lindo de ver, emocionante sentir as emoções decorrentes das lutas, da força, da resistência. E abriu ali uma possibilidade de seguir com as interações.

2021 iniciou ainda sob a pandemia que entra em período agora que a fome bate à porta de muitas famílias. Não é nosso objetivo principal fazer ações emergenciais nessa linha, porém diante da situação, não podemos nos omitir, então, quando possível, estamos arrecadando alimentos, roupas, produtos de higiene, limpeza que são doados para famílias em Guarapuava e algumas aldeias Guarani.

Através do Instituto C&A o Coletivo Cláudia da Silva conseguiu a doação de 80 cestas de alimentos, as quais foram distribuídas entre famílias em Guarapuava e as aldeias de: Monjolinho, Palmeirinha do Iguaçu, Amba Tenonde e Koe Ju Porã.

Seguindo na linha de conhecer um pouco mais as diferentes realidades, integrantes do Coletivo Cláudia da Silva e Outro Olhar organizaram uma atividade com as mulheres da aldeia guarani de Koe Ju Porã, TI Marrecas, município do Turvo. Esse encontro de bom acolhimento, partilhas foi extremamente gratificante.

Na conversa orientada por uma dinâmica, foi possível perceber que, apesar de o modo de viver ser diferente, há 'gostares' semelhantes: gostar de comer comidas preferidas; de ter, estar, conviver com a família e amigos; de ter atividades de lazer no nosso lugar de vida. Assim como os medos tem semelhanças: a situação atual do país; os rumos políticos; a perda de direitos; a violência do Estado e das pessoas; a falta de recursos e a fome. Para além dos medos e dificuldades, algumas alegrias comuns: ter a família próxima; conviver com amigos; ter os alimentos preferidos para comer; poder vivenciar para o fortalecimento da cultura, da língua materna, de ir na Opy’i; compartilhar bons momentos em grupo ou em comunidade.

Partindo dos pontos comuns, motivadas pela vontade latente de poder realizar ações para proporcionar alegria; ajudar a superar os medos e garantir direitos básicos e direitos à vida será realizada uma roda de conversa com outras duas aldeias: Palmeirinha do Iguaçu e Monjolinho, que contará também com representantes do Movimento das Mulheres Camponesas e das participantes do Coletivo Cláudia da Silva para conhecer, aproximar, interagir e construir caminhos conjuntos.

Por Para Katu - Tekoa Koe Ju Porã
Ara Ju - Outro Olhar

OBS:

Rede Solidária Popygua, aldeias participantes: Koe Ju Porã, Rio d’Areia, Palmeirinha do Iguaçu, Limeira, Pinhal, Tapixi, Ocoy, Vya Renda, Guaviraty, Kuaray Guatá Porã.
TI –Terra Indígena
Opy’i – Casa cerimonial Guarani






terça-feira, 24 de agosto de 2021

Mobilização Nacional Luta pela Vida

 Reunidos em Brasília de 22 a 28 de agosto estão 117 povos indígenas, aproximadamente 4mil pessoas de 20 estados diferentes, representando todas as regiões do país e mostrando toda a potência e diversidade dos povos originários na Mobilização Nacional Luta pela Vida!


Nilson Karai Tataendy Florentino nos relata desde o acampamento: Estamos aqui em Brasília, indígenas de todo o Brasil, aqui na Esplanada dos Ministérios do Governo Federal, lutando pelo direito nosso, para garantir nosso futuro, das crianças dos jovens. Estamos contra o PL 490 e contra o Marco Temporal, que no projeto do Governo Federal querem tirar nossos direitos. Amanhã terá o julgamento no STF [do Marco Temporal], se aprovarem essa lei a gente vai perder todos nossos direitos sobre a terra, estamos torcendo e lutando para que não seja aprovada essa lei.


É mais que tempo de a sociedade perceber a importância da luta dos povos originários, fundamentalmente pelo seu direito de existir; e ainda pelos ensinamentos e práticas de se organizar as sociedades com menos impacto no ambiente. Quando olhamos para o mapa ambiental, as TI são os locais mais preservados. Então, além de preservar o modo/direito próprio de se organizar econômica e socialmente, é uma contribuição fundamental para o planeta, entenda-se também seres humanos, manter o direito ao território, ao modo de vida dos povos originários.

Pelo respeito, pela vida dos povos originários e pela vida de todos no planeta, STF diga não ao Marco Temporal!
Aguyjevete!




Nilson Karai Tataendy Florentino
Representante CGY e Rede Solidária Popyguá

Sandra König
Outro Olhar

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Solidariedade também em Doação

 Estamos passando todos por dias que muitos jamais pensaram que poderiam existir. Percebemos, cada dia que passa, as grandes diferenças que existem em nossa sociedade e os efeitos que tem.
Para quem puder e tiver vontade, estamos abrindo para doações, podem ser em material ou também em recursos financeiros que serão destinados conforme a vontade do doador, nas condições que descreveremos a seguir.

Você pode colaborar/doar para as atividades da Outro Olhar:

* Destinando para todas/qualquer atividade da Outro Olhar, nesse caso, a doação será incorporada nas receitas e destinada a um, ou mais projetos, conforme a necessidade imediata. Você pode ver os projetos em execução na página deste blog http://aoutroolhar.blogspot.com/p/projetos.html

* Destinando para ações/campanhas direcionadas, a seguir as que estão abertas no momento:

                * Inverno Menos Frio 2021 - Arrecadação de cobertas, cobertores, mantas para as famílias mais necessitadas nas aldeias; o levantamento é realizado junto aos grupos que a Outro Olhar tem atuação. Podem ser doações em material ou em recurso financeiro. Assim como, a todo tempo são bem vindas doações de roupas, calçados, etc.

                * Apoio aos Grupos Culturais – grupos culturais são formados na maioria por jovens e adolescentes, que se reúnem nas Opy’i (casas de reza) para ouvir os ensinamentos dos Xamoi e Xary’i kuery (líderes espirituais), cantam e praticam algumas danças Guarani. Alguns cantos podem ser acessados no nosso canal no youtube aoutroolhar https://www.youtube.com/user/AOutroOlhar/

                               *Grupo Nhe'e Porã, tekoa de Palmeirinha do Iguaçu, com aproximadamente 26 participantes necessitam no momento de um violino, violão [com cordas de nylon] e indumentária para paramentar o grupo quando puder voltar as apresentações fora da tekoa. [Para a indumentária pedem tecido de algodão cru].

                               * Grupo Koe Ju Porã, tekoa de Tapixi, com aproximadamente 24 participantes necessitam no momento de indumentária para paramentar o grupo [para a indumentária pedem tecido de algodão cru], e gostariam de confeccionar camisetas com o nome do grupo.

Para doação em dinheiro depósito/Ted para conta corrente do banco Bradesco 237, Agência 424 e Conta corrente 57.904-1, Titular Associação de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento Humano – Outro Olhar, Cnpj 10.396.731/0001-51

Ou PIX aoutroolhar@gmail.com

E envia o comprovante pelo whatsapp +55 42 98402-1235 indicando o destino da doação que deseja.

 Para doação em material podem ser entregues na sede da Outro Olhar, contatar pelo whatsapp +55 42 98402-1235.

domingo, 22 de novembro de 2020

Assembleia Geral Ordinária da Outro Olhar

Neste ano a palavra foi 'adaptação', aguardamos o quanto foi possível, porém, como a pandemia continua e, nas ultimas semanas com número de contágios a crescer; a solução foi realizar, pela primeira vez, a Assembleia Geral de forma remota.
Não é a mesma coisa que presencial, mas deu certo! Gratidão a todos que participaram!
A seguir as imagens das apresentações e ao final, algumas imagens dos participantes.
Aguyjevete! Gratidão a quem faz parte dessa luta!


























sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Edital de Convocação para Assembleia Geral Ordinária

 A Associação de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento Humano – Outro Olhar, através da sua Diretora Presidente Sra. Sandra König, no uso de suas atribuições conforme prevê o Estatuto Social no artigo 19º, convoca a todos os associados para a Assembleia Geral Ordinária a ser realizada no dia 21 de novembro de 2020, em primeira convocação com a maioria dos associados às 15:00 horas, e em segunda convocação com qualquer número de associados às 15:30 horas; este ano, excepcionalmente, por conta da situação de saúde, pandemia, a Assembleia será online pelo google meet, em endereço a ser enviado por email e/ou whatsapp no dia da assembleia.

Tendo como pauta:

1) Relatório de Atividades 2020;

2) Eleição da Diretoria Executiva 2020-2022;

3) Assuntos Gerais.

Contamos com a participação de todos.

Atenciosamente,

Guarapuava, 06 de novembro de 2020.


Sandra König 
Diretora Presidente


 

 

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Campanha Kunhã regua em apoio ao Dia da Mulher Indígena - Rostos e Vozes Indígenas - setembro de 2020

🏹 01set20

Eu sou Francisca Jaxuka Rete Benite


Nasci na Tekoa Tapixi, no município de Nova Laranjeiras-PR, agora estou na Tekoa de Palmeirinha do Iguaçu; trabalho na agrofloresta, neste ano nós vamos trabalhar juntos com os xondaro e xondaria, plantar milho (avaxi ete'i)para cerimônia, eu quero ser sempre mbya Guarani...







segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Kunhã regua - Dia Internacional da Mulher Indígena

 No dia 05 de setembro é lembrado o dia da Mulher Indígena; a data foi escolhida em memória à guerreira Aymara Bartolina Sisa, morta em 1792, quando esteve à frente das tropas contra a opressão dos conquistadores europeus.



No marco desta data, queremos dar visibilidade às mulheres guerreiras (Xary’i e Xondaria kuery), como apoio para a luta das indígenas enquanto agentes de mudança nas famílias, comunidades e na vida de seus povos

O Dia Internacional da Mulher Indígena, instituído em 1983 durante o II Encontro de Organizações e Movimentos da América, em Tihuanacu (Bolívia). A Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres) marcou a data reafirmando o apoio às mulheres indígenas na busca por justiça e em defesa dos direitos individuais e coletivos.

Por reconhecermos essa importante luta, a Outro Olhar, o Tembiapo, a Rede Solidária Popyguá e o Coletivo Cláudia da Silva querem organizar uma séria de publicações nas redes sociais (facebook e Instagram), promover rodas de conversas e entrevistas com mulheres indígenas.

Programação

* Publicações diárias (Facebook e Instagram da Outro Olhar e do Coletivo) de fotos de mulheres indígenas das aldeias do Sul do Brasil

* Rodas de Conversa (pela plataforma Zoom)

05 de Setembro 2020 - 15h com Fernanda Kaingáng "Mulheres Indígenas em Movimento: gênero, cultura e território em meio à pandemia de COVID 19"

Lucia Fernanda Jófej, ou Fernanda Kaingáng, pertence ao Povo Indígena Kaingang, do Sul do Brasil.

Foi a primeira advogada indígena do Sul do Brasil (UNIJUÍ) e a primeira mestre indígena em Direito no Brasil (UnB), doutoranda da Faculdade de Arqueologia pela Universidade de Leiden (Holanda)

Foi assessora da Presidência da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) em 2003 e é Membro Fundador do Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual (INBRAPI) e do Instituto Kaingáng (INKA) atuando principalmente na divulgação de direitos humanos para Povos Indígenas junto aos Povos e Organizações Indígenas das cinco regiões do Brasil e perante diferentes organismos das Nações Unidas, como a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) e o Fórum Permanente da ONU sobre Questões Indígenas.

Fernanda Kaingáng mora na Terra Indígena Serrinha e participou como arte educadora do Ponto de Cultura Kanhgág Jãre de exposição de obras de arte na França em abril e em novembro de 2019 na ONU, em Genebra, Suíça. É mulher, mãe de um adolescente de 15 anos e um garotinho de 5 anos: Kyfe e Tenh.

Faça sua inscrição: https://forms.gle/Tz5eKn9L7qHa5Nj39


03 de Outubro 2020 - 15h com Rosa Murillo (Messe, Equador) "Experiências de Economia Solidária 

(Para as rodas de conversa haverá inscrições, acompanhe pelo facebook e instagram os links)


* Entrevistas (ao vivo/live)

12 de Setembro 2030 – 15h com Marisete Ferreira dos Santos (coordenadora da Rede Solidária Popyguá)


Marisete Ferreira dos Santos, nome Guarani é Kerexu
54 anos, é agricultora e mora na Tekoa Limeira, município de Entre Rios – SC
é coordenadora da Rede Solidária Popyguá, uma organização de lideranças de 10 aldeias Guarani no Paraná e Santa Catarina para pensar e desenvolver ações de sustentabilidade para suas comunidades, desde ambiental à cultural.




19 de Setembro 2020 – 15h com Eliane de Castro (Movimento Jera Rete)

26 de Setembro 2020 – 15h com Paulina Para Katu (Acadêmica indígenas em Pedagogia)


Acompanhe a programação completa, a atualização das inscrições pelas redes:

https://www.facebook.com/events/331414744877132/?active_tab=discussion

https://www.instagram.com/stories/highlights/17951494306361922/?hl=pt-br